Portugal tem 307 unidades de saúde familiar

Portugal conta actualmente com 307 unidades de saúde familiar (USF), abrangendo um total de 3,8 milhões de utentes e cerca de seis mil funcionários, cinco anos após a criação das primeiras infra-estruturas.
03.09.11
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Portugal tem 307 unidades de saúde familiar
Foto Nuno Fernandes Veiga

As USF são unidades operativas dos centros de saúde com autonomia funcional  e técnica que contratualizam objectivos de acessibilidade, adequação, efectividade,  eficiência e qualidade que garantem aos cidadãos inscritos uma carteira  básica de serviços.   

As primeiras unidades -- USF Valongo, Nascente, Gondomar, São João de  Sobrado (Valongo) e Condeixa - foram criadas há cinco anos.  

Num balanço feito à Lusa, o presidente da associação nacional das USF,  Bernardo Vilas Boas, falou do "sucesso" destas unidades de saúde, que "assenta  na satisfação dos profissionais e dos utentes, na qualidade dos cuidados  prestados e num processo caracterizado por transparência e exigência".  

"Todo o processo de candidatura, constituição e da avaliação das USF  pode ser seguido não só pelos profissionais como de uma forma geral pelos  portugueses, porque todo o processo é objecto de informação pública e isso  parece-nos fundamental para organizações novas que assentam em autonomia  e, simultaneamente, em responsabilidade", considerou o responsável.  

Os dados disponíveis demonstram também que o sucesso deste modelo de  organização assenta na "exigência e eficiência, ou seja, menos custos, particularmente  em medicamentos e exames auxiliares de diagnóstico, a par do aumento da  acessibilidade e da garantia de cuidados adequados aos problemas de saúde  das pessoas".  

O ideal, defende o presidente da associação, "será cultivar este sucesso  nas USF que já existem, contribuindo para a sua maturidade e sustentabilidade,",  e alargá-lo às Unidades de Cuidados de Saúde Personalizados (UCSP) que "gradualmente  adoptam práticas que já são regra nas USF".  

As USF dispõem de incentivos institucionais (modelo A) e de incentivos  financeiros (modelo B).   

 "Do nosso ponto de vista estes incentivos materiais são importantes  como estímulo à motivação e ao melhor desempenho. No fundo, uma discriminação  positiva que, curiosamente, a par da criação de mais USF, é uma das recomendações  do programa definido com a 'troika'", sustentou.  

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