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Correio da Manhã

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PORTUGAL TEM DE ESTAR EM 1º LUGAR

O secretário-geral do PCP, Carlos Carvalhas, comentou esta terça-feira que a saída de Durão Barroso para Bruxelas constitui “um abandono de funções de um primeiro-ministro de um governo desgastado” e que o vazio não pode ser preenchido por uma “solução artificial” saída do PSD, “com ou sem Congresso”.
29 de Junho de 2004 às 14:38
“Nenhuma proclamada proposta em torno do invocado prestígio pode escamotear que não estamos perante um imprevisto”, declarou Carlos Carvalhas, recorrendo a este argumento para defender que, apesar de a Constituição permitir uma sucessão directa (a escolha de um sucessor dentro do próprio PSD, o partido mais votado nas últimas legislativas), o PCP pede eleições antecipadas.
No entender o PCP, o “abandono de funções” por parte de Durão Barroso surge no rescaldo de umas eleições Europeias (13 de Junho) nas quais os partidos da Oposição parlamentar obtiveram mais 26% dos votos que os dois partidos da coligação governamental (PSD e CDS-PP). Carvalhas considera esta votação uma prova do descontentamento popular para com a acção governativa, razão pela qual considera que os eleitores se devem pronunciar sobre a sucessão.
Mais – e citamos – “o PCP reafirma que qualquer substituição de primeiro-ministro por qualquer personalidade do PSD (seja ela Santana Lopes, ou outro), com ou sem Congresso, é uma solução artificial com consequências graves”. Com estas palavras, Carvalhas demarcou-se da discussão intrapartidária que neste momento ocorre no PSD, afirmando à partida não aceitar qualquer solução de sucessão directa.
Assumida a posição do partido, Carvalhas insinuou a sua oposição à decisão tomada por Durão Barroso, de trocar a chefia do governo de Portugal pela chefia do governo da Europa comunitária. “Portugal tem de estar em primeiro lugar”, disse Carvalhas, lembrando que, em Dezembro de 2001, quando Guterres ponderava a sua demissão de primeiro-ministro após uma derrota eleitoral nas autárquicas, Durão Barroso se apressou a reclamar então a realização de eleições antecipadas. Guterres acabou por sair e o País foi a votos. Nessa altura, Durão não admitiu a sucessão directa dentro do PS que agora preconiza para o PSD.
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