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Portugal vive momento difícil

O presidente da Confederação da Indústria Portuguesa (CIP), António Saraiva, afirmou esta quinta-feira que Portugal vive um momento difícil "do qual não poderá sair sozinho" e defende que a União Europeia é que deve ser repensada. <br/><br/>

10 de março de 2011 às 14:43

António Saraiva, que falava no final de uma reunião com o secretário de Estado dos Assuntos Europeus, Pedro Lourtie, de preparação para a cimeira europeia que decorre esta sexta-feira em Bruxelas, disse que a organização aguarda "com expectativa" os resultados das negociações, mas defende a necessidade de uma resposta europeia.

"Portugal está a enfrentar um momento difícil do qual sozinho não poderá sair. [...] É a União Europeia que tem de ser repensada e reformulada", afirmou António Saraiva, sublinhando que defende "qualquer modelo que reforce a coesão" europeia.

Quanto a Portugal, o responsável considerou ainda que o país "publicita mal as reformas que faz" e que por sua vez, "a União Europeia tem lido mal" o trabalho de casa feito, olhando para Portugal "como se tivéssemos mais atrasados do que estamos".

António Saraiva comentou ainda o discurso do Presidente da República esta quarta-feira, considerando o diagnóstico do país feito por Cavaco Silva como "a realidade" e afirmando que os sacrifícios têm de ser feitos, mas também explicados e justamente repartidos.

"Os sacrifícios que se exigem aos portugueses têm de ser explicados e justamente repartidos", diz o responsável.

Questionado ainda sobre as medidas que estão a ser discutidas em sede de concertação social, nomeadamente sobre a diminuição das indemnizações em caso de rescisão, o responsável explicou que ainda não há acordo, e que o Governo exige que para esta medida possa entrar em vigor, tem de ser acompanhada pela criação do fundo para as indemnizações que muito se tem falado.

António Saraiva, questionado pelos jornalistas, afirmou ainda não ter conhecimento das propostas dos empresários para o programa económico do PSD, respondendo apenas no que diz respeito ao tamanho do Estado que a CIP concorda e já afirmou publicamente que considera que o "Estado está demasiado gordo".

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