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Correio da Manhã

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Portugal vulnerável a um segundo resgate

FMI desconfia que Portugal cumpra a meta de 2,2% do défice.
Pedro H. Gonçalves 22 de Setembro de 2016 às 15:46
Christine Lagarde
Christine Lagarde FOTO: Reuters

O Fundo Monetário Internacional (FMI) desconfia que Portugal cumpra a meta de 2,2% do défice com que o Governo se comprometeu para este ano. No relatório de avaliação pós-resgate agora divulgado por Washington, o FMI diz que a meta é "ambiciosa" e que "notam as dificuldades em atingir este número", perante a quebra no crescimento económico. 

No relatório de análise de 72 páginas, o FMI deixa o alerta:  Sem uma "ação política significativa" Portugal será incapaz de se ajustar ao euro e "pequenos choques" poderão levar à perda de acesso ao mercado, o que obrigaria a um segundo resgate.

As áreas de maior fragilidade são explicitamente identificadas: sistema bancário, finanças públicas e cenário macroeconómico.

Os técnicos do FMI notam ainda que deve haver maior controlo nas prestações sociais e pede "controlo" nas pensões e salários dos funcionários públicos.

A instituição liderada por Christine Lagarde considera ainda o programa de ajustamento "um sucesso", o que não terá agradado ao Governo. O Ministério das Finanças, em comunicado, afirma que "quando o FMI classifica o Programa como um "sucesso qualificado", o Governo opta antes por promover uma avaliação mais detalhada do Programa."

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