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Portugal fica "um jardim à beira-mar plantado" sem TAP

António Costa diz que empresa "cumpre uma função estratégica única e indispensável em Portugal".
Lusa 17 de Janeiro de 2015 às 20:05
António Costa acusa o Governo de falta de "visão estratégica"
António Costa acusa o Governo de falta de 'visão estratégica' FOTO: Eduardo Martins

O secretário-geral do PS defendeu este sábado que com a TAP privatizada Portugal fica "aquele jardim à beira-mar plantado", periférico e sem "função na Europa e redes globais", acusando o Governo de falta de "visão estratégica".

António Costa concentrou-se na questão da companhia aérea portuguesa, "da maior gravidade", considerando que a empresa "cumpre uma função estratégica única e indispensável em Portugal" de ligação com a diáspora e de instrumento para o país ser a plataforma de ligação, como é "desde há 600 anos" com África e a América Latina, algo que "já não é assegurado pelas caravelas".

"Se quisermos ser efetivamente um país pequeno, aquele de que tantas vezes ouvimos falar, de ser simplesmente um jardim à beira-mar plantado, na extrema periferia da Europa, se calhar não precisamos de TAP. Se quisermos ter uma função, quer na Europa, quer nas redes globais, diferente, então Portugal precisa da TAP e não pode correr o risco de um dia a perder", disse, num debate organizado pela Federação da Área Urbana de Lisboa (FAUL), no edifício-sede, em Lisboa, sobre "O Papel do Estado nos Setores Estratégicos".

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