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Físico português no centro da investigação de Trump preparava descoberta revolucionária antes de ser morto a tiro

Nuno Loureiro é um dos onze cientistas mortos ou desaparecidos nos Estados Unidos. Estudava uma nova forma de energia.

20 de abril de 2026 às 17:51

Nuno Loureiro, físico de 47 anos natural de Viseu e diretor do centro de Fusão e Ciências do Plasma no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (EUA), foi morto a tiro à porta de casa, nos arredores de Boston, por um antigo colega do Instituto Superior Técnico, Cláudio Valente, a 16 de dezembro do ano passado. Quatro meses depois do assassinato, o homicídio de Nuno Loureiro é agora objeto de uma investigação mais alargada, ordenada pelo presidente norte-americano, Donald Trump.

 A investigação surge depois do deputado republicano Eric Burlison considerar que o desaparecimento ou morte de onze cientistas nos Estados Unidos resulta de todos eles terem tido acesso a informações classificadas sobre a ciência aeroespacial, defesa e OVNI.

No ano anterior a ser brutalmente assassinado, Nuno Loureiro revelou à revista 'Domingo' do Correio da Manhã pormenores sobre o trabalho científico sensível por si realizado.

"O português que pode ter o futuro da energia nas mãos" foi o título do artigo publicado, onde Nuno Loureiro afirmou: "sinto que seria uma vitória poder ser o diretor de um centro numa altura em que se faz uma anúncio desta magnitude". 

O físico estudava a possibilidade de obter uma fonte de energia a partir da fusão nuclear que seria competitiva face ao petróleo e que o próprio classificou de "descoberta revolucionária".

48 horas depois do homicídio, o jornal israelita The Jerusalem Post avançava que as autoridades de Israel investigavam informação secreta que sugeria uma ligação do Irão ao assassinato do cientista português, na sua casa em Brookline. O jornal sublinhou, contudo, que a investigação do caso nos EUA não encontrou qualquer indício que confirme a ligação do Irão. “A investigação está a decorrer num contexto marcado pela natureza sensível da área de investigação de Loureiro”, noticiou o jornal. 

O autor do crime viria a ser descoberto a 18 de dezembro. Cláudio Valente, de 48 anos, suicidou-se e foi encontrado morto num armazém em New Hampshire. A autópsia revelou que tinha posto termo à vida na noite do dia em que disparou sobre Nuno Loureiro.

Na Universidade Brown, onde foi estudante de pós-graduação durante o ano letivo de 2000/01, matou a tiro dois estudantes e feriu outros nove a 13 de dezembro.

Permanece por explicar a razão que levou Cláudio Valente a disparar sobre o antigo colega na universidade depois do ataque perpetrado na Universidade Brown.

Em Lisboa, a Polícia Judiciária desenvolveu uma investigação onde apurou que nos anos em que Nuno Loureiro conviveu no Instituto Superior Técnico com o autor dos crimes, Cláudio Valente, não se encontram razões de animosidade suficientes que justifiquem um sentimento de ódio no homicida que tivesse levado à prática dos crimes.  A PJ devolveu ao FBI a investigação às causas dos homicídios em série praticados por Cláudio Valente.

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