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PR considera saldo de intervenção no sistema financeiro "mais positivo que negativo"

Marcelo acredita que sistema financeiro continuará a ser "um desafio para os próximos anos".
Lusa 4 de Abril de 2017 às 17:03
Marcelo Rebelo de Sousa
Marcelo Rebelo de Sousa
Marcelo Rebelo de Sousa
Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa
Marcelo Rebelo de Sousa
Marcelo Rebelo de Sousa
Marcelo Rebelo de Sousa
Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa
Marcelo Rebelo de Sousa
Marcelo Rebelo de Sousa
Marcelo Rebelo de Sousa
Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa

O Presidente da República considerou esta terça-feira que o "saldo global" da intervenção no sistema financeiro é "mais positivo do que negativo" e, sobre o Montepio, manifestou confiança de que o Governo está a atuar "serenamente mas com rapidez".

No final de uma reunião de trabalho com instituições de apoio a sem-abrigo na sede da Comunidade Vida e Paz, em Lisboa, Marcelo Rebelo de Sousa foi questionado, a propósito da entrevista do primeiro-ministro à Rádio Renascença, sobre a situação do sistema financeiro e do Montepio.



Apesar de se escusar a comentar a entrevista de António Costa por não a ter ouvido, o chefe de Estado fez uma análise sobre o que tem sido a intervenção do Governo no sistema financeiro, com um diagnóstico positivo.

"O saldo global para aquilo que era a situação em abril, maio do ano passado é mais positivo do que negativo, claramente", afirmou, dizendo, contudo, que a consolidação do sistema financeiro continuará a ser "um desafio para os próximos anos".

Sobre a situação concreta do grupo Montepio, Marcelo Rebelo de Sousa fez questão de separá-lo de outros "desafios de maior dimensão", como os do Novo Banco ou Caixa Geral de Depósitos.

"Aí temos uma realidade muito precisa em que o Governo está a intervir em duas frentes: a frente mutualista, em que sobretudo intervém através do Ministério da Segurança Social, e a frente financeira", explicou.

"Aquilo que o governo tem dito, e tomo como boa essa declaração, é que está a agir serenamente mas com rapidez a resolver uma e outra situação", frisou.

O Presidente da República fez questão de elencar as prioridades seguidas pelo executivo nesta área ao longo dos últimos oito meses.

"Primeiro, clarificou-se a estrutura de capital e de liderança no BPI, depois a estrutura de capital no BCP, depois a reestruturação e recapitalização da Caixa, depois a negociação complexa - em que eu disse várias vezes que não havia boas soluções só menos más - no Novo Banco", enumerou.

"Veremos em tempo oportuno os chamados ativos problemáticos que restam", acrescentou, sublinhando que todas estas operações tiveram de ter a aprovação da Comissão Europeia e do Banco Central Europeu.

Para o chefe de Estado, "o que se espera é que, depois de todas estas realidades somadas, o sistema financeiro fique mais forte, mais estável para haver mais investimento na economia portuguesa".

Sobre outra passagem da entrevista de António Costa - que disse à Renascença ser sua vontade renovar os acordos de Governo com o Bloco de Esquerda, PCP e PEV numa próxima legislatura, independentemente de o PS ter ou não maioria absoluta no parlamento -, o Presidente da República limitou-se a apontar o calendário eleitoral.

"Aquilo que o Presidente da República pode dizer é que há eleições e em democracia as eleições é que decidem. Teremos eleições locais este ano, europeias e legislativas em 2019, veremos", afirmou, salientando que já não é comentador.

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