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Correio da Manhã

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Preço do barril de petróleo da OPEP subiu mais de 10% na segunda-feira

Ataques de sábado contra refinarias da Arábia Saudita na origem da subida.
Lusa 17 de Setembro de 2019 às 11:02
Instalações petrolíferas do gigante saudita Aramco após ataque
Instalações petrolíferas do gigante saudita Aramco após ataque
Instalações petrolíferas do gigante saudita Aramco após ataque
Instalações petrolíferas do gigante saudita Aramco após ataque
Instalações petrolíferas do gigante saudita Aramco após ataque
Instalações petrolíferas do gigante saudita Aramco após ataque

O preço do barril de petróleo da OPEP subiu na segunda-feira 10,68%, para 66,43 dólares, seguindo a tendência de outros petróleos de referência internacional que reagiram em alta aos ataques de sábado contra refinarias da Arábia Saudita.

A Organização de Países Exportadores de Petróleo (OPEP), que divulga sempre os preços do petróleo com um dia de atraso, sublinhou que o barril de referência subiu 6,41 dólares de sexta-feira para segunda-feira, para atingir o nível mais alto em quase dez semanas.

O ataque de sábado contra duas refinarias da petrolífera estatal saudita Aramco, empresa chave para o abastecimento mundial, causou uma redução de cerca de 50% da sua produção.

A Aramco, líder mundial, indicou que levará semanas a restabelecer as suas operações, fazendo temer graves consequências para o fornecimento de petróleo a nível mundial.

Segundo a Aramco, os ataques, reivindicados pelos rebeldes iemenitas Huthis e que os Estados Unidos atribuem ao Irão, reduziram a produção de petróleo em cerca de 5,6 milhões de barris diários.

Perante as inquietações com a escalada dos preços, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, autorizou a libertação de reservas de petróleo do seu país, caso seja necessário, para garantir o fornecimento mundial.

Neste contexto, o barril de petróleo Brent, de referência na europa, para entrega em novembro abriu hoje em baixa ligeira, a cotar-se a 68,43 dólares no Intercontinental Exchange Futures (ICE) de Londres, mas depois de ter terminado a 69,02 dólares na segunda-feira e a 60,22 dólares na sexta-feira.

Os ataques contra refinarias sauditas no passado fim de semana, que forçaram à diminuição de 5% da produção mundial de petróleo, desencadearam na segunda-feira a maior subida do preço do petróleo numa única sessão desde a guerra do Golfo.

Na sessão de segunda-feira, o preço do Brent chegou a subir quase 20% para 71,95 dólares, apesar de posteriormente se ter moderado e ter terminado a 69,02 dólares, a registar um acréscimo de 14,6% face à sessão anterior.

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