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Marisa Matias diz que Marcelo mentiu no debate

Sobre posição relativa a OE2012.
Lusa 5 de Janeiro de 2016 às 14:14
Marisa Matias, candidata presidencial apoiada pelo BE
Marisa Matias, candidata presidencial apoiada pelo BE FOTO: Lusa

A candidata presidencial Marisa Matias acusou esta terça-feira o opositor Marcelo Rebelo de Sousa de ter mentido no debate de segunda-feira sobre a posição que o então comentador político assumiu relativamente à constitucionalidade do Orçamento do Estado para 2012.

"Está disponível para toda a gente poder ver - quer em vídeo, quer nas notícias que saíram na altura - o que disse na altura o doutor Marcelo Rebelo de Sousa em 2012 quando aceitou como constitucionais cortes nos salários e nas pensões que eram inconstitucionais. O doutor Marcelo Rebelo de Sousa ontem [segunda-feira] mentiu. Isso é um problema dele, não é um problema meu", acusou Marisa Matias em declarações aos jornalistas no final de uma visita ao IPO de Lisboa.

No debate televisivo de segunda-feira à noite, que opôs a candidata apoiada pelo BE a Marcelo Rebelo de Sousa, o 'chumbo' do Tribunal Constitucional aos cortes nos salários e pensões previstos no Orçamento do Estado para 2012 foi outro dos temas que motivou uma troca um pouco mais acesa de argumentos entre os candidatos, com Marisa Matias a dizer que Marcelo Rebelo de Sousa discordou da decisão dos juízes do Palácio Ratton.

"Concordei com a decisão do Tribunal, apenas disse que alguns fundamentos jurídicos eram discutíveis", respondeu Marcelo Rebelo de Sousa.

"Não se pode ter atitude mais ou menos cautelosa ou mais ou menos constitucional consoante for a cor do Governo", replicou Marisa Matias.

De acordo com um comunicado da candidatura de Marisa Matias, as afirmações do professor no debate, não correspondem à verdade dos factos, "como atestam as declarações de Marcelo Rebelo de Sousa no seu programa dominical de 22 de janeiro de 2012".

"Passa pela cabeça de alguém que o Tribunal Constitucional declare a inconstitucionalidade do Orçamento de Estado? E como fica o PS que assinou a 'troika'? Seria o caos. Temos de interpretar a Constituição da República Portuguesa de acordo com as circunstâncias do momento e não podemos ser fixistas", disse o candidato, de acordo com o mesmo comunicado.

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