Presidente do BCE acusado de alegado conflito de interesses

Mário Draghi, presidente do Banco Central Europeu (BCE), vai responder por alegado conflito de interesses, depois de o Provedor de Justiça Europeu ter aceitado uma queixa de um grupo de pressão com sede na Bélgica.
31.07.12
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Presidente do BCE acusado de alegado conflito de interesses
Mário Draghi, presidente do BCE, é acusado de alegado envolvimento num grupo internacional de banqueiros Foto Reuters

O gabinete de Nikiforos Diamandouros, Provedor de Justiça Europeu, enviou para o BCE uma carta a pedir explicações a Mário Draghi, na sequência de uma queixa apresentada pelo grupo de pressão Corporate Europe Observatory (CEO), com sede em Bruxelas, sobre o alegado envolvimento do presidente do BCE num grupo internacional de banqueiros.

O CEO apresentou a queixa em Junho por considerar que a independência de Mário Draghi está afectada por pertencer ao "Grupo dos Trinta", um lóbi bancário composto por banqueiros do sector privado, políticos e académicos.

Para o CEO, o "Grupo dos Trinta" é um "veículo" que serve os interesses dos "grandes bancos privados" e o presidente do BCE "não deve ser membro do grupo porque atinge a independência do banco e porque potencia o conflito de interesses".

Antes de ser nomeado governador do Banco de Itália, Mario Draghi pertencia à Comissão Executiva do Goldman Sachs.

Gundi Gadesmann, porta-voz do Provedor de Justiça Europeu, disse à agência espanhola EFE que o envio da carta ao BCE é um procedimento "normal" e que a partir do momento em que o processo passou a ser oficial, Mário Draghi tem até ao dia 31 de Outubro para responder e só depois se vai dar início à investigação do caso.

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