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Presidente de Taiwan insta China a fomentar democracia e direitos políticos

Assinala-se hoje o 27.º aniversário do massacre de Tiananmen.
Lusa 4 de Junho de 2016 às 05:13
A Presidente de Taiwan, Tsai Ing-wen
A Presidente de Taiwan, Tsai Ing-wen FOTO: EPA

A China deve valorizar os que lutam pela democracia e ganhar mais respeito internacional, ampliando os direitos políticos, disse este sábado a Presidente de Taiwan, Tsai Ing-wen, dia em que se assinala o 27.º aniversário do massacre de Tiananmen.

"Não tenho a intenção de criticar o sistema político chinês", disse Tsai na sua página de Facebook, em referência à repressão contra manifestantes pró-democracia na praça de Tiananmen.

"Estou disposta, sinceramente, a partilhar a experiência de Taiwan no caminho para a democracia", disse a Presidente.

Tsai reconheceu o progresso económico da China e a melhor qualidade de vida dos seus cidadãos, que é atribuída aos esforços realizados pelo partido no poder, o Partido Comunista Chinês.

O organismo de Taiwan encarregado das relações com a China, o Conselho dos Assuntos da China Continental (CACC), reiterou na sexta-feira, em comunicado, que a China deve esforçar-se por sarar as feridas da "matança" da praza de Tiananmen e abraçar a reforma.

A liberdade, a democracia, os direitos humanos e o estado de direito "são uma forma de vida e valores universais aceites pelas pessoas em todo o mundo", acrescentou o conselho.

O parlamento de Taiwan assinalou na sexta-feira, pela primeira vez, a repressão do movimento pró-democracia em 1989, na praça Tiananmen, em Pequim, pedindo ao novo governo para levantar a questão dos direitos humanos com a China.

As relações entre as duas margens do estreito da Formosa conheceram um arrefecimento com a vitória, nas eleições de janeiro, da nova presidente Tsai Ing-wen do Partido Progressista Democrático (DPP, sigla em inglês), tradicionalmente independentista.

Tsai sucedeu a Ma Ying-jeou, do Kuomintang (KMT), que durante oito anos desenvolveu uma política de aproximação a Pequim.

As autoridades da ilha já pediram a Pequim para tirar as lições de Tiananmen, mas esta foi a primeira vez que o parlamento assinalou aqueles acontecimentos, um dia antes do aniversário, a 04 de junho.

Na madrugada de 04 de junho de 1989, após sete semanas de mobilização de manifestantes que exigiam reformas democráticas na China, soldados e tanques do regime comunista avançaram e dispararam contra a multidão concentrada até à praça Tiananmen, no centro da capital.

Não é conhecido qualquer balanço definitivo oficial, mas fontes independentes apontam para entre várias centenas a mais de mil mortos. O acontecimento continua a ser tabu na China.

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