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Correio da Manhã

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“Pressões em benefício do Primeiro-ministro”

O Procurador-geral da República considerou esta quarta-feira no Parlamento, à saída de uma audição na comissão de assuntos constitucionais sobre a lei de política criminal, ser “muito cedo” para falar sobre a continuidade de Lopes da Mota como representante português no Eurojust, referindo que o processo disciplinar ontem instaurado não é uma “condenação”.
13 de Maio de 2009 às 13:28
José Pedro Aguiar Branco
José Pedro Aguiar Branco FOTO: Vítor Mota

Já o deputado do PSD José Pedro Aguiar Branco afirmou, na mesma ocasião, que o Governo pretende “lavar as mãos da questão das pressões”, exigindo ao executivo uma posição sobre a manutenção do procurador Lopes da Mota no organismo europeu.

O deputado social-democrata lembrou que se trata de um órgão com competência para fazer a articulação das autoridades judiciais em processos, designadamente a articulação no caso Freeport, que é presidido por um magitrado indiciado de fazer “pressões em benefício do Sr. Primeiro-ministro”. 

“Portugal pode estar representado num organismo com estas características por este senhor?”, questiona Aguiar Branco, que exige uma tomada de posição por parte do Governo.  

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