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Primavera Sound encerra com magia dos Air

A sexta edição do Primavera Sound do Porto decorrerá entre 8 e 10 de junho em 2017.
Lusa 12 de Junho de 2016 às 07:49
Jean-Benoit Dunchel e Nicolas Godin, da banda Air
Jean-Benoit Dunchel e Nicolas Godin, da banda Air FOTO: EPA

Os franceses Air e os norte-americanos Explosions in The Sky encerraram este este sábado a quinta edição do festival Primavera Sound, que decorreu no Porto, numa verdadeira celebração da música alternativa, muito popular entre milhares de fãs.

Embora pareça um paradoxo, o sucesso do festival, no seu todo, e a presença de milhares de fãs de várias das bandas que se apresentam no mundo da música sem subjugação aos padrões mais comerciais, acabam por provar a popularidade do estilo e atitude mais alternativa que o festival apresenta.

Se os Air, em entrevista à agência Lusa, falam da magia de tocar como sendo maior do que gravar novos discos (e foram temas mais antigos, como "Sexy Boy" e "Kelly Watch The Stars", que mais fizeram vibrar a plateia no palco principal), é a mesma magia que move uma "imensa minoria" até às bordas dos palcos onde atuam os Explosions in The Sky.

A banda de Austin, Texas, voltou ao Porto e, sem peneiras por ter fechado o festival, há três anos, no palco principal, deixou em êxtase os presentes no espaço secundário, onde tocou grande parte de "The Wilderness", o seu sétimo álbum, lançado este ano.

Porém, o festim de guitarras teve em "Your Hand in Mine" e "First Breath After Coma", de The Earth Is Not A Cold Dead Place (2003), o tal momento de magia, sobretudo, a ponta final do segundo tema, onde a sofreguidão da plateia foi sendo manipulada pelos acordes melódicos e muito contidos de toda a composição.

Já antes, no mesmo palco, os Battles, também norte-americanos, mas de Nova Iorque, haviam feito "estragos" na relva do Parque da Cidade, obrigando toda a gente a danças frenéticos, contagiada pela energia da banda, um trio exímio na manipulação da eletrónica, do 'feedback' e do ritmo mais "musculado" da 'indie dance'.

Notas de destaque ainda para um fim de tarde passado com os portugueses Linda Martini, em modo de apresentação do último registo, Sirumba (2016), de Chairlaift (EUA), uma das mais refrescantes e atuais propostas da 'indie pop'.

Também dos Estados Unidos, e em estreia absoluta em Portugal, vieram os Algiers, que apostam em discursos antirracistas e de contestação aos poderes políticos e religiosos. Tudo numa mescla 'electro-rock', onde as influências 'soul' e 'gospel' estão bastante latentes.

A sexta edição do Primavera Sound do Porto decorrerá entre 8 e 10 de junho em 2017, anunciou a organização.

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