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Correio da Manhã

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Prisão preventiva para quatro arguidos da operação Cheque Out

São suspeitos de furtos de cheques dirigidos a beneficiários da Segurança Social.
Lusa 1 de Fevereiro de 2018 às 17:53
Segurança Social
Pagamentos com origem na Segurança Social acabavam por ficar nas mãos de grupo criminoso que falsificava cheques verdadeiros
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Pagamentos com origem na Segurança Social acabavam por ficar nas mãos de grupo criminoso que falsificava cheques verdadeiros
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Pagamentos com origem na Segurança Social acabavam por ficar nas mãos de grupo criminoso que falsificava cheques verdadeiros

Quatro dos 17 detidos pela Polícia Judiciária numa operação relacionada com furtos de cheques dirigidos a beneficiários da Segurança Social ficaram em prisão preventiva, adianta a Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa (PGDL).

Numa nota, a PGDL indica que quatro arguidos ficaram em prisão preventiva por se verificarem "os concretos perigos de continuação de atividade criminosa".

Segundo aquela estrutura do Ministério Público, aos restantes arguidos foi-lhes aplicada as medidas de coação de apresentações periódicas, proibição de contactos e proibição de se ausentarem do país.

As medidas de coação foram aplicadas aos 17 arguidos detidos na terça-feira pela PJ após o primeiro interrogatório judicial realizado na quarta-feira.

Segundo a PJ, os 17 arguidos são suspeitos da "prática continuada de crimes de furto, violação de correspondência, falsificação de documentos, burla qualificada e branqueamento de capitais".

Os suspeitos foram detidos na sequência de uma investigação que decorria há cerca de um ano e que visava "uma associação criminosa que se vinha dedicando ao furto de cheques da Caixa Geral de Depósitos, titulados pela Segurança Social e dirigidos a beneficiários diversos".

A PJ apreendeu computadores, telemóveis e material utilizado nas falsificações, bem como documentação relacionada com a atividade em investigação e uma pequena quantidade de cocaína.

Com esta operação, denominada Cheque out, a PJ desmantelou a organização criminosa que "iniciava a sua atuação com o furto dos cheques das instalações de uma empresa multinacional, onde os mesmos eram impressos e envelopados".

Na posse dos referidos cheques, os mesmos eram, posteriormente, encaminhados para um intermediário que, por sua vez, os entregava aos falsificadores, os quais modificavam os elementos dos documentos, de modo a alterar o nome do verdadeiro beneficiário para os de titulares de contas de outros membros da organização, vulgo "mulas", descreve a PJ.

De seguida, os cheques eram depositados nessas contas e através de levantamentos em caixas multibanco, ou da compra de moeda estrangeira e posterior venda da mesma e compra de euros, os autores apropriavam-se dos valores inscritos naqueles títulos de pagamento.

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