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Processo do Irão pode culminar numa guerra

Diogo Freitas do Amaral admitiu esta sexta-feira que o processo do Irão pode ser "semelhante" ao do Iraque e culminar numa guerra. O ministro dos Negócios Estrangeiros (MNE), que defende a via diplomática até à última instância, espera, no entanto, que a verificar-se um confronto militar "desta vez, seja respeitado o direito internacional".
10 de Março de 2006 às 15:30
"Que pode haver um processo semelhante pode, mas eu esperaria que não fosse assim, que desta vez fosse respeitado o direito internacional", afirmou Freitas do Amaral à entrada da reunião entre os ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia (UE) que decorre entre hoje e amanhã em Salzburgo, na Áustria. "A posição portuguesa vai ser no sentido de que, se ainda houver alguma possibilidade diplomática a explorar, deve ser explorada a via diplomática até à última via", afirmou o chefe da diploamacia portuguesa, reiterando que "não há legitimidade internacional para intervenções militares fora do âmbito do conselho de segurança" das Nações Unidas.
Numa entrevista ao jornal alemão Der Standard publicada hoje o alto representante da União Europeia para as Relações Externas, Javier Solana, não excluiu a aplicação de medidas contra o Irão. "Não excluo as sanções, dependendo, no entanto, da natureza das sanções. Não queremos seguramente prejudicar o povo iraniano", frisou.
O dossier nuclear iraniano será analisado pela primeira vez na próxima semana pelo Conselho de Segurança da ONU. O Irão decidiu retomar as actividades de enriquecimento de urânio alegandio fins civis, como a produção de electricidade, resistindo às pressões da comunidade internacional que acredita que o governo de Teerão pretende fabricar armamento nuclear, como a bomba atómica.
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