PS e Seguro em queda

O PS regista a primeira queda no barómetro CM/Aximage desde que António José Seguro é líder do partido. Os socialistas passam dos 31.4% para os 27,8% em Abril, e o seu secretário-geral perde terreno na confiança para primeiro-ministro em comparação com Passos Coelho. O PSD também assinala uma descida: de 36,2% para 35 por cento.
13.04.12
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PS e Seguro em queda
Líder do PS, António José Seguro, perde terreno Foto D.R.

No barómetro mensal CM/Aximage, os socialistas perdem 3, 6 pontos percentuais entre Março e Abril. O PSD desde 1,2 pontos percentuais, uma queda menor face ao resultado dos socialistas.

Na avaliação dos líderes partidários, Seguro mantém o primeiro lugar com 9, 9 valores. Porém em Março recebia dos inquiridos a nota de 10,6 valores.

Passos Coelho, o presidente do PSD e primeiro-ministro, ocupa a última posição com negativa: 7,8 valores. O Chefe de Governo mantém a tendência de queda como líder partidário: em Março obteve 8 valores.

No contraponto, o primeiro-ministro recolhe 36,7 por cento das preferências no capítulo de confiança para o cargo e aumenta a distância em relação a Seguro. O líder do maior partido da Oposição cai para os 26,4 por cento em Abril quando, em Março, alcançou um resultado assinalável: 31,6 por cento.

A sondagem foi realizada entre os dias 3 e 5 de Abril, no rescaldo da aprovação da revisão dos estatutos do PS, a acusação de "golpe" de Marcelo Rebelo de Sousa, na TVI, e a resposta ao comentador do próprio Seguro no dia seguinte. A 2 de Abril, o secretário-geral do PS responsabilizou Marcelo por um ataque "vil e miserável", assegurando que tudo tinha sido debatido dentro do seu partido.

O CDS sobe dos 6,5% para os 8,7 por cento, a CDU alcança os dois dígitos, com 10, 1%, e o BE recupera: dos 2,9% obtidos em Março para os 4% em Abril.

A Abstenção é de 47,2%, os indecisos representam 7,2% tal como os votos em branco, nulos ou outros (7,2%).  

Leia mais amanhã na edição do CM

Ficha Técnica: 

Universo: indivíduos inscritos nos cadernos eleitorais em Portugal com telefone fixo no lar ou possuidor de telemóvel.

Amostra: aleatória e estratificada (região, habitat, sexo, idade, escolaridade, actividade e voto legislativo) e representativa do universo e foi extraída de um sub-universo obtido de forma idêntica. A amostra teve 600 entrevistas efectivas: 285 a homens e 315 a mulheres; 139 no interior, 252 no litoral norte e 209 no litoral centro sul; 178 em aldeias, 209 em vilas e 221 em cidades.  A proporcionalidade pelas variáveis de estratificação é obtida após reequilibragem amostral.

Técnica: Entrevista telefónica por C.A.T.I., tendo o trabalho de campo decorrido nos dias 3 a 5 de  Abril de 2012, com uma taxa de resposta de 79,6%.

Erro probabilístico: Para o total de uma amostra aleatória simples com 600 entrevistas, o desvio padrão máximo de uma proporção é 0,020 (ou seja, uma “margem de erro” - a 95% - de 4,00%).

Responsabilidade do estudo: Aximage Comunicação e Imagem Lda., sob a direcção técnica de Jorge de Sá e de João Queiroz.

 

 

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