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Adjunta de Costa identifica "direita austeritária" como verdadeira adversária

Ana Catarina Mendes garante que geringonça "está para durar".
Lusa 4 de Junho de 2016 às 13:13
A secretária-geral-adjunta do PS, Ana Catarina Mendes
A secretária-geral-adjunta do PS, Ana Catarina Mendes FOTO: Tiago Petinga/Lusa

A secretária-geral-adjunta do PS sinalizou este sábado a "direita austeritária" como a verdadeira adversária política e louvou o trabalho realizado pela "geringonça" constituída com BE, PCP e PEV e que "está para durar".

No segundo de três dias do 21.º Congresso Nacional "rosa", em Lisboa, Ana Catarina Mendes aproveitou ainda para reforçar o apoio aos atuais presidente da Câmara Municipal "alfacinha", Fernando Medina, e presidente do Governo Regional dos Açores, Vasco Cordeiro, para as respetivas reeleições, em setembro/outubro de 2017 e 2016, respetivamente.

"Os adversários verdadeiros do PS são os partidos da direita austeritária, os defensores dos caminhos neoliberais, as forças conservadoras e os novos populismos da direita. Ouvi, muitas vezes, António Costa dizer, aqui no último congresso, que quem pensar como a direita acaba a governar como a direita", lembrou a dirigente socialista.

A vice-presidente da bancada parlamentar do PS frisou que o seu partido e o atual Governo "disse aos portugueses" e "está a deixar muito claro que o PS não pensa como a direita e, sobretudo, governa de forma muito diferente da direita", contudo, "sem perder identidade e valores", ou seja, o "socialismo e a esquerda democráticos".

Na apresentação da moção de estratégia global do secretário-geral socialista, António Costa ["Cumprir a Alternativa, Consolidar a Esperança"], Ana Catarina Mendes elogiou "a liderança, ousadia, determinação e coragem" de "dizer não ao arco da governação" e sim "ao virar da página da austeridade".

"Nem todos acreditam nesta solução. Tem havido críticas, o que só mostra que o PS é o grande partido, plural, sem medo, que aceita a crítica, que convida para dentro das suas portas as pessoas que podem contribuir para a nossa solução", continuou.

Geringonça "está para durar"
Segundo a dirigente socialista, "mesmo contra todas as expectativas, a geringonça está cá, funciona, está para durar e vai continuar a trabalhar diariamente para melhorar a vida dos portugueses" e "o PS honrará o contrato que estabeleceu com os portugueses, os acordos que celebrou com os partidos à esquerda e cumprirá com os compromissos europeus".

"A solução governativa à esquerda já deu provas. Ao contrário dos maus augúrios, de, por um lado, estabilidade, por outro lado, pluralidade, espaço para o debate e transparência, que a democracia saudável exige", afirmou, resumindo as várias medidas adotadas nos primeiros seis meses do executivo apoiado por PS, BE, PCP e PEV.

Relativamente às eleições regionais nos Açores, no outono, e às autárquicas, no outono de 2017, Ana Catarina Mendes dirigiu-se ao líder socialista daquele arquipélago e também ao autarca da capital.

"Estamos com todos os açorianos e confiamos na renovação da confiança dos açorianos no PS e em Vasco Cordeiro para liderar o Governo Regional dos Açores", disse.

Para a secretária-geral-adjunta do PS, agora sobre as autárquicas do próximo ano, "a dificuldade e hesitação do PSD na escolha do seu candidato mostram bem o sucesso do nosso presidente", uma vez que "ninguém sabe se quer defrontá-lo em 2017", pois "Lisboa está imparável com a liderança de Fernando Medina".

Ana Catarina Mendes rendeu ainda homenagem aos históricos Almeida Santos e Maria Barroso, falecidos recentemente, os quais também protagonizaram um breve vídeo no início dos trabalhos.

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