PSD afunda e PS segue caminho para a maioria

Veja os resultados da sondagem CM/Aximage.
Por Bruno de Castro Ferreira|16.12.16

É uma trajetória que se mantém desde março deste ano. O PS reúne cada vez mais intenções de voto e o PSD não pára de cair. Na Sondagem de dezembro da Aximage para o Correio da Manhã a distância acentuou-se ainda mais. Os socialistas já conseguem 40,1% das intenções de voto (registaram 32,3% no barómetro de novembro) e os social-democratas 27,4% (depois de terem alcançado os 28,7% no mês passado).

Com estes resultados, o PS está cada vez mais próximo de alcançar a maioria absoluta sem precisar de nenhum partido. Entre a geringonça o Bloco de Esquerda acentuou este mês a ligeira trajectória de descida nas intenções de voto. O partido de Catarina Martins recuou 0,7 pontos percentuais e concentrou 8,3% das intenções de voto (tinha 9% no mês passado).

Já a CDU, que reúne as intenções de voto no PCP e no partido ecologista ‘Os Verdes’, ganhou algum fôlego: cresceu 0,2 pontos percentuais e alcançou os 7,5% de intenções de voto em dezembro.

Isto significa que, tanto PS com Bloco de Esquerda (48,4%), como PS com CDU (47,6%) têm percentagem suficiente para chegar à maioria absoluta. Juntos, os partidos da ‘geringonça’ reúnem 55,6% das intenções de voto. Muito longe de PSD e CDS juntos (34,1%). O partido de Assunção Cristas recuperou 0,3 pontos percentuais e chegou a dezembro com 6,7% das intenções de voto.

Popularidade de Passos em queda livre

Em apenas um mês, a avaliação de Passos Coelho caiu 1,1 pontos, de 6,3 para 5,2 valores. É o pior resultado de sempre para o ex-primeiro-ministro e presidente do PSD. O líder social-democrata, de resto, tem quase metade da nota da segunda pior classificada: Assunção Cristas. A presidente do CDS está próxima da linha de água com 9,4 pontos, uma descida de 0,6 pontos em relação ao mês de novembro.

Com nota positiva seguem Catarina Martins (11,2 pontos), Jerónimo de Sousa (11,3) e António Costa (13,7).

Esta sondagem realizou-se tendo por base 605 entrevistas telefónicas efectivas realizadas a cidadãos de várias zonas do País entre os dias 2 e 4 de dezembro. A taxa de resposta é de 83,9% e a margem de erro é de 4%.




Ficha Técnica
Universo: indivíduos inscritos nos cadernos eleitorais em Portugal com telefone fixo no lar ou possuidor de telemóvel.
Amostra: aleatória e estratificada (região, habitat, sexo, idade, escolaridade, actividade e voto legislativo) e representativa do universo e foi extraída de um sub-universo obtido de forma idêntica. A amostra teve 605 entrevistas efectivas: 282 a homens e 323 a mulheres; 58 no Interior Norte Centro, 83 no Litoral Norte, 106 na Área Metropolitana do Porto, 120 no Litoral Centro, 163 na Área Metropolitana de Lisboa e 75 no Sul e Ilhas; 98 em aldeias, 171 em vilas e 336 em cidades. A proporcionalidade pelas variáveis de estratificação é obtida após reequilibragem amostral.
Técnica: Entrevista telefónica por C.A.T.I., tendo o trabalho de campo decorrido nos dias 2 a 4 de Dezembro de 2016, com uma taxa de resposta de 83,9%.
Erro probabilístico: Para o total de uma amostra aleatória simples com 605 entrevistas, o desvio padrão máximo de uma proporção é 0,020 (ou seja, uma "margem de erro" - a 95% - de 4,00%).
Responsabilidade do estudo: Aximage Comunicação e Imagem Lda., sob a direcção técnica de Jorge de Sá e de João Queiroz.

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