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Correio da Manhã

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PSD ESPERA POR SAMPAIO

O ministro da Presidência e um dos vice-presidentes do PSD, Nuno Morais Sarmento, anunciou esta terça-feira que o Conselho Nacional do partido reúne-se na próxima quinta-feira, mas apenas para analisar a situação política gerada pelo anúncio da ida de Durão Barroso para Bruxelas, não revelando a escolha de um sucessor enquanto o Presidente da República não se pronunciar.
29 de Junho de 2004 às 15:07
O primeiro-ministro e presidente do PSD, Durão Barroso, anunciou hoje aos portugueses que decidiu aceitar o convite que lhe foi dirigido para presidir à Comissão Europeia a partir de 1 de Novembro próximo. Durão adiantou que em “tempo oportuno” apresentará a sua demissão ao Presidente da República, mas insinuou que a transição deve passar por uma sucessão directa decidida dentro do PSD. A Lei permite isso mesmo, mas também confere ao Presidente da República uma última palavra sobre a matéria, podendo Jorge Sampaio optar por eleições antecipadas, caso conclua ser esse o menor dos males.
Neste compasso de espera, constitucionalmente sensível, o PSD decidiu esperar pela decisão do Presidente da República. O partido reuniu esta manhã a sua Comissão Política, com Durão Barroso presente apenas 20 minutos, e decidiu convocar o Conselho Nacional (órgão máximo do partido entre Congressos) para a próxima quinta-feira... um dia depois de a selecção nacional de futebol disputar as meias-finais do Euro’2004.
“O Conselho Nacional não tomará qualquer decisão que não se justifica neste momento. Qualquer decisão sobre o novo presidente do PSD ou eventual apresentação de nome para desempenhar as funções de primeiro-ministro só tem sentido após as decisões do Presidente da República”, explicou Morais Sarmento, sublinhando que o PSD e o País ainda têm, respectivamente, presidente e primeiro-ministro.
Recorde-se que, tanto PSD como CDS-PP, preferem uma sucessão directa, com os sociais-democratas a escolher entre eles o sucessor de Durão Barroso no partido e no governo. A solução não é consensual e esse é um dado que pode influenciar a decisão de Jorge Sampaio, mas o nome mais provável em caso de sucessão directa é o de Pedro Santana Lopes, primeiro vice-presidente do PSD. Esperava-se que o Conselho Nacional fosse o momento oportuno para que Santana Lopes acalmasse as ‘águas’ partidárias, presumivelmente, sugerindo já alguns nomes para o próximo governo. Assim ainda poderá ser, mas sem decisões e anúncios... O País espera pela decisão do Presidente da República.
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