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PT admite erro no caso do Envelope 9

Isabel Sequeira, a directora do departamento jurídico da Portugal Telecom (PT), assumiu esta quinta-feira ter existido um erro no envio dos registos telefónicos de Paulo Pedroso, já que foi fornecida “bastante informação a mais do que a solicitada” pelo Ministério Público e pela Polícia Judiciária. Contudo, na sua opinião trata-se de um “erro desculpável”, já que isso aconteceu por “desconhecimento” e não por “dolo” ou “negligência”.
7 de Dezembro de 2006 às 15:45
“O problema foi um erro na retirada de informação e no envio de informação a mais”, afirmou Isabel Sequeira, durante uma audição na comissão de inquérito parlamentar sobre o ‘Envelope 9’, salientado que a PT só tomou “a consciência do erro”, na altura em que o caso veio a público depois de o jornal '24 Horas' ter denunciado em Janeiro deste ano a existência de disquetes que continham, além dos registos telefónicos de Pedroso, facturas detalhadas de altas figuras do Estado, nomeadamente do anterior Presidente da República, Jorge Sampaio.
“Até então, nunca nos passou pela cabeça que isso tinha acontecido”, acrescentou a responsável, sublinhando que a PT nunca foi alertada para o facto de estar a ser enviada “informação a mais”. Isabel Sequeira disse ainda que o pedido foi dirigido ao “backoffice”, que por sua vez solicitou à “área de sistemas de informação”, que “não sabia para que eram os dados nem que se destinava ao gabinete jurídico, e por isso, enviou-os "sem a preocupação de limpar" o que estava em excesso.
“O procedimento normal teria sido o jurista imprimir a informação para a entregar em papel em Tribunal. Contudo, como não havia um pedido específico para que a informação fosse entregue em disquete, em vez de o imprimir, o jurista pediu ajuda a uma colega, por desconhecimento de como funcionava o programa Excel, para compactar (zippar) o ficheiro de forma a colocá-lo numa disquete", explicou.
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