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Putin aprova uso da força para defesa de interesses

Nova estratégia de segurança nacional até 2020.

31 de dezembro de 2015 às 17:40

O presidente russo, Vladimir Putin, aprovou esta quinta-feira uma nova estratégia de segurança nacional até 2020 que permite, sempre que a diplomacia falhe, o uso da força para defesa dos interesses nacionais, adiantou a EFE.

"O uso da força militar para a defesa dos interesses nacionais só é possível quando todas as medidas que não tenham caráter bélico se mostrem ineficazes", lê-se no documento publicado no 'site' do Kremlin, citado pela EFE.

Simultaneamente, o texto defende que a Rússia vai defender os seus interesses de forma pragmática, tendo por base o direito internacional e a igualdade entre os Estados, e que nunca se verá envolvida numa corrida ao armamento.

Na sua mensagem de Ano Novo, Putin felicitou especialmente os soldados russos colocados na Síria desde finais de setembro para combater as posições do Daesh.

A Rússia diz querer garantir os seus interesses através da defesa do papel essencial das Nações Unidas (ONU) nas relações internacionais e da cooperação com outros países, seja através do G20, dos BRICS ou outras cooperações internacionais.

Putin defendeu, no entanto, que a Rússia desempenha agora um papel muito mais importante na manutenção da estabilidade e segurança mundiais, e o país declarou-se disposto a cooperar em plano de igualdade com os Estados Unidos, uma vez que as relações bilaterais entre os dois países têm uma grande influência no resto do mundo, especialmente no que diz respeito à redução dos arsenais nucleares e combate ao terrorismo.

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