Química entre Dilma e Obama muda relações Brasil-EUA

Aquilo que um diplomata brasileiro classificou como uma “química muito favorável” entre Dilma Rousseff e Barack Obama, mudou as relações entre o Brasil e os Estados Unidos e pode influir em todo o continente americano. Depois de anos de anti-americanismo de Lula da Silva, a reaproximação entre os dois gigantes do continente é o saldo mais concreto e positivo da visita de dois dias de Obama ao Brasil e do encontro de quase duas horas a sós com Dilma.
21.03.11
  • partilhe
  • 0
  • +
Química entre Dilma e Obama muda relações Brasil-EUA
Obama realizou uma visita oficial de dois dias ao Brasil Foto Sebastião Moreira/Epa

Apesar das diferenças ideológicas, os dois concordaram em inúmeros assuntos discutidos e, principalmente, na necessidade de trabalharem juntos pelo desenvolvimento da região e pela paz no mundo. Numa clara mudança de atitude, Obama reconheceu a importância e a liderança do Brasil na América do Sul e deixou claro que a relação com os EUA tem que ser em base de igualdade e não de subalternidade. Dilma mostrou-se favorável a um estreitamento das relações e a parcerias em várias áreas, mas vincou que a tal igualdade de tratamento passa pela diminuição das barreiras comerciais dos EUA ao Brasil.

A cordialidade nas relações interessa aos dois lados e muito. O Brasil precisa da tecnologia, dos investimentos dos EUA para manter o ritmo de crescimento, e do apoio americano para se consolidar como líder regional. Os EUA precisam das gigantescas reservas de petróleo brasileiras, para não dependerem tanto dos árabes e da Venezuela, e vêem nos 190 milhões de consumidores do mercado brasileiro uma forma de sairem da recessão, pois cada mil milhões de dólares exportados significam a criação de mais 5000 novos empregos.

pub

pub

Ver todos os comentários
Para comentar tem de ser utilizador registado, se já é faça
Caso ainda não o seja, clique no link e registe-se em 30 segundos. Participe, a sua opinião é importante!