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Correio da Manhã

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Radioactividade na água

A Deco, Associação de Defesa do Consumidor, detectou níveis elevados de radioactividade na água distribuída pela rede pública em sete localidades e em duas marcas de água engarrafadas.
26 de Setembro de 2005 às 17:46
O estudo, a publicar na edição de Outubro/Novembro da revista "Teste Saúde", revela que a água da rede pública de Areosa (Viana do Castelo), Roussas (Melgaço), Seixo Amarelo (Guarda), Porto, Vila Nova de Tazem (Gouveia), Penedono e Couto do Mosteiro (Santa Comba Dão) apresenta "valores de actividade alfa total, indicador de radioactividade, superiores ao valor estabelecido por lei". Relativamente às engarrafadas as Pedras Salgadas e Vidago registaram resultados acima do exigido.
Foi a primeira vez que a Deco realizou este tipo de estudo, que incidiu sobre 49 amostras da rede pública e engarrafada e identificou "indicadores de radioactividade preocupantes em sete localidades e duas marcas".
Segundo a Deco, ao contrário do que acontece com a água de abastecimento público, a lei que regulamenta a água mineral natural e de nascente (engarrafada) não prevê o controlo de parâmetros radioactivos.
A defesa do consumidor pede que as entidades distribuidoras apurem o que está na origem deste valores, afirmando que "são um sinal de alarme, que impõe a realização de análises mais aprofundadas".
A exposição à radioactividade de diversas origens pode causar, por exemplo, problemas no funcionamento da tiróide e dos rins e a diminuição da capacidade reprodutiva e das defesas do organismo.
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