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Raide americano no Iémen faz 40 mortos

Ataque com drones e helicópteros contra grupo ligado à Al-Qaida.
29 de Janeiro de 2017 às 11:44
Helicópteros Apache participaram no raide no Iémen
Helicópteros Apache participaram no raide no Iémen FOTO: Reuters
Pelo menos 30 presumíveis membros da Al-Qaida, três deles líderes da organização, e 10 civis foram mortos este domingo, no primeiro grande raide no Iémen realizado pelos EUA depois da chegada de Donald Trump ao poder, indicou um responsável iemenita.

Os 'drones' e helicópteros Apache, com metralhadoras pesadas, tiveram como alvo esconderijos da Al-Qaida numa escola, uma mesquita e uma clínica, destacou o funcionário, que pediu o anonimato.

Nestes raides morreram 10 civis: sete mulheres e três crianças.

Fontes tribais e locais tinham indicado anteriormente que o raide também visou as casas de três chefes tribais ligados à Al-Qaida.

Fontes da segurança iemenita e autoridades tribais citadas pela agência AP, mas sob anonimato, porque não estavam autorizados a informar jornalistas, afirmaram que o ataque de hoje de madrugada foi realizado na província de Bayda com aviação, mas também com uma batalha no solo, e matou Abdul-Raouf al-Dhahab, Sultão al-Dhahab e Seif al-Nims, três alegados líderes da Al-Qaida.

A família Al-Dhahab é considerada uma aliada da rede 'jihadista', que, segundo as forças de segurança, está concentrada na província de Bayda.

Este ataque, de acordo com as mesmas fontes, durou cerca de 45 minutos e os soldados dos EUA mataram ou feriram cerca de duas dúzias de homens, incluindo alguns sauditas presentes no local.

Os EUA, os únicos na região a dispor de 'drones' que podem atingir alvos, consideram o braço da Al-Qaida na Península Arábica como o mais perigoso da rede 'jihadista'.

As forças governamentais iemenitas, apoiadas desde março de 2015 por uma coligação árabe sob o comando saudita, combatem os rebeldes Houthi, que controlam uma parte do território cuja capital é Sana (no Norte), e grupos 'jihadistas' estabelecidos no sul e no sudeste do Iémen.

Nos últimos dois anos, o grupo Estado Islâmico também reivindicou ataques espetaculares e mortais no Iémen.

Mais de 7.400 pessoas foram mortas no conflito no Iémen desde março de 2015, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Um coordenador humanitário da ONU, Jamie McGoldrick, apresentou um relatório no qual dá um balanço superior de vítimas mortais, estimando que foram mortos 10.000 civis.

Um morto e três feridos entre o exército norte-americano

Um comandante norte-americano foi morto este domingo e outros três ficaram feridos nestes confrontos, adianta o New York Times.
O comando central do Pentágono, o general Joseph Votel, já comentou o sucedido, garantindo que o governo está "profundamente triste pela perda de um dos nossos membros". "Os sacrifícios são muito profundos na nossa luta contra os terroristas que ameaçam pessoas inocentes pelo mundo fora", disse. 
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