Fundador da TSF e ex-diretor geral da SIC morreu, na manhã desta quarta-feira, vítima de um cancro na bexiga.
"TELEVISÃO PORTUGUESA MUDOU MUITO GRAÇAS À SUA OUSADIA"
O presidente executivo da Impresa e da SIC, Pedro Norton, afirmou esta quarta-feira que a televisão portuguesa "mudou muito" graças à "ousadia, inconformiso e espírito combativo" de Emídio Rangel.
"Emídio Rangel foi um grande profissional de comunicação com quem trabalhei de perto e com quem aprendi muito", afirmou Pedro Norton, numa declaração enviada às redações, na qual acrescenta que "a televisão portuguesa mudou muito e mudou para melhor graças à sua ousadia, ao seu inconformismo e ao seu espírito combativo".
PRESIDENTE DA ERC LAMENTA MORTE DE EMÍDIO RANGEL, “UM VISIONÁRIO”
O presidente da ERC, Carlos Magno, disse esta quarta-feira à Lusa que a morte de Emídio Rangel acontece numa altura em que a geografia da língua portuguesa "mais precisava de um visionário como ele para reciclar o esgotado sistema mediático".
DIRETOR DA TSF ENALTECE INFLUÊNCIA DO JORNALISTA NO PÓS 25 DE ABRIL
O diretor da TSF enalteceu esta quarta-feira a influência de Emídio Rangel no jornalismo no período pós 25 de Abril, enquanto fundador da TSF e da SIC e como impulsionador da mudança "na forma de fazer jornalismo em Portugal".
"No pós 25 de Abril, é o nome maior do jornalismo português. Emídio Rangel mudou a forma de fazer jornalismo em Portugal. Transformou a SIC na principal televisão portuguesa e, mais do que isso, a televisão também mudou, tal como mudou a TSF", disse Paulo Baldaia à agência Lusa.
RTP LAMENTA MORTE DE "NOME INCONTORNÁVEL" NOS MEDIA PORTUGUESES
A RTP lamentou esta quarta-feira a morte do jornalista, fundador da TSF e antigo diretor-geral da SIC e da estação pública Emídio Rangel, "um nome incontornável nos media" portugueses e uma "referência da informação à direção de programas".
"A RTP - Rádio e Televisão de Portugal lamenta a perda de uma das maiores figuras do panorama do audiovisual português. Emídio Rangel foi um nome incontornável nos media", refere a estação pública numa nota enviada às redações, onde destaca que o jornalista é "uma referência da informação à direção de programas".
CAVACO LEMBRA "LARGO PERCURSO"
O Presidente da República lamentou esta quarta-feira a morte do jornalista Emídio Rangel, lembrando o seu "largo percurso profissional", a "participação de cidadania" que manteve e a forma como o seu exemplo marcou várias gerações de jornalistas.
"Com um largo percurso profissional, ajudou a fundar vários órgãos de informação, estando o seu nome ligado aos novos rumos do audiovisual em Portugal e tendo marcado com o seu exemplo várias gerações de jornalistas", lê-se numa mensagem de condolências enviada pelo chefe de Estado, Aníbal Cavaco Silva, à família de Emídio Rangel.
Na missiva, divulgada no 'site' da Presidência da República, Cavaco Silva presta ainda a sua "sentida homenagem ao jornalista e, também, ao homem que manteve uma participação de cidadania".
BALSEMÃO DESTACA "PAPEL FUNDAMENTAL"
O presidente do conselho de administração da Impresa, Francisco Pinto Balsemão, destacou esta quarta-feira o "papel fundamental" de Emídio Rangel na história da rádio e televisão privadas em Portugal, nomeadamente na SIC.
"Lamento a perda de Emídio Rangel. Apesar das divergências que a partir de determinado momento tivemos e que foram públicas, quero sublinhar o papel fundamental que teve na história da rádio e da televisão privadas em Portugal, nomeadamente na construção da SIC", afirmou Francisco Pinto Balsemão. Em fevereiro de 1992, Francisco Pinto Balsemão convidou Emídio Rangel para um novo desafio profissional, enquanto diretor de informação da SIC, cargo que Rangel ocupou até agosto de 2001.
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