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Neurocirurgião morreu aos 72 anos.
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, lamentou esta quinta-feira em Havana a morte do neurocirurgião João Lobo Antunes, que recordou como "um grande português" e "uma figura ímpar".
No final de uma visita à fábrica de charutos Cohiba, em Havana, o próprio Presidente informou os jornalistas da morte de João Lobo Antunes e fez uma declaração "de homenagem e evocação" do neurocirurgião e apresentou condolências à sua família.
Marcelo Rebelo de Sousa, que hoje termina uma visita de Estado de dois dias a Cuba, lembrou João Lobo Antunes como "uma figura ímpar" e "um grande académico, um grande intelectual, com uma cultura vastíssima".
O chefe de Estado evocou ainda o neurocirurgião como "uma figura cimeira no domínio da saúde e da ética das ciências da vida", que era "respeitado por toda a sociedade portuguesa", como colegas de medicina, alunos e doentes.
"É uma perda de um amigo, mas é também a perda de um grande português", sublinhou.
António Arnaut consternado com a morte de um "grande cidadão"
O antigo ministro da Saúde, António Arnaut mostrou-se surpreendido com a morte de João Lobo Antunes, apesar de estar a par da sua doença.
"Conhecia o Dr. Lobo Antunes há anos e tinha um grande apreço pelas qualidades que demonstrava enquanto cidadão, médico e cientista. Em abril, partilhámos dois momentos altos das nossas vidas. A 7 de abril, recebemos o Prémio Nacional de Saúde e, a 25 de abril, recebemos das mãos do Presidente da República a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade. Nessa altura, partilhámos a ideia de estarmos ambos muito esperançados no futuro do Serviço Nacional de Saúde. Apesar de saber da sua doença, fiquei surpreendido com a notícia e muito pesaroso."
Primeiro-ministro lamenta grande perda para a ciência portuguesa
O primeiro-ministro considerou que a morte do neurocirurgião João Lobo Antunes, aos 72 anos, representou uma grande perda para o país e para a ciência, frisando que foi uma grande figura da medicina portuguesa.
António Costa falava aos jornalistas no final de uma homenagem ao antigo dirigente do CDS e antigo vereador da Câmara de Lisboa Pedro Feist.
"Foi com grande pesar que recebi a notícia do falecimento de João Lobo Antunes. Tratou-se de uma grande perda para o país, porque foi uma grande figura da ciência e da medicina", começou por declarar o líder do executivo.
António Costa caracterizou João Lobo Antunes como "um cidadão sempre ativo e que deu muito à vida democrática portuguesa".
"Mas, sobretudo, considero que se tratou de uma grande perda para a ciência em Portugal. Todos partilhamos o luto não só da sua família, não só da comunidade académica, mas também um pouco de todos nós", acrescentou.
Foi "um dos últimos grandes princípes da medicina"
O bastonário da Ordem dos Médicos, José Manuel Silva, considerou que, com a morte de João Lobo Antunes, desaparece "um dos últimos grandes príncipes" da medicina portuguesa.
"Prestigiou a classe, não apenas na medicina, mas na literatura e na cidadania", afirmou o médico, manifestando "grande pesar e grande luto" pela morte do neurocirurgião João Lobo Antunes.
O bastonário afirmou que teve oportunidade de conviver nos últimos anos com Lobo Antunes, no Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida, manifestando um sentimento de "grande tristeza" pela morte do médico.
"Era uma pessoa de uma grande intelectualidade, um grande exemplo", frisou.
Cavaco Silva "profundamente consternado"
O ex-Presidente da República Cavaco Silva está "profundamente consternado" com a morte de João Lobo Antunes, por quem tinha uma grande amizade e estima.
"O professor Cavaco Silva está profundamente consternado", afirmou fonte do gabinete do antigo chefe de Estado à Lusa, sublinhando a "amizade e estima muito especiais" que os ligava.
Francisco George, director-geral da Saúde
"É o melhor da nossa geração, dos que saíram da Faculdade de Medicina a Universidade de Lisboa, e foi o que mais se distinguiu na Medicina. Distinguiu-se pela forma como lidava com os colegas. Estar com ele era um fascínio."
Salvador de Mello, presidente da José de Mello Saúde, CUF
"Lamento profundamente a morte de um dos nossos maiores médicos tanto em termos profissionais como pessoais. João Lobo Antunes faz parte da alma da CUF, como reputado neurocirurgião e cientista. Recordo-o agora, naquela que terá sido a sua última entrevista: ‘O mais importante que tentei ensinar foi que a medicina não pode perder a face humana".
Um grande neurocirurgião, um professor respeitado
O presidente do grupo de comunicação social Impresa e antigo primeiro-ministro, Pinto Balsemão, classificou hoje João Lobo Antunes como um "grande neurocirurgião e um professor respeitado", e lamentou a perda de "um bom amigo".
Num depoimento para a Lusa Francisco Pinto Balsemão lembrou que ainda há pouco tempo tinha insistido para que Lobo Antunes estivesse na próxima reunião do júri do Prémio Pessoa, do qual fazia parte desde 2002, e recordou também a última lição do professor em 2014, na Faculdade de Medicina de Lisboa.
"Era um homem de cultura, lia, absorvia, utilizava a riqueza do que ia aprendendo, escrevia - e escrevia muito bem - e nunca parava de aprender. Era também um cidadão interveniente, das campanhas presidenciais, onde se empenhou, à luta pela ética na medicina. Lembro-me, com admiração, de algumas das intervenções exemplares que fez no Conselho de Estado, onde coexistimos durante alguns anos", escreveu Balsemão.
Lembrando essa faceta de escritor a editora Gradiva (que publicou as suas obras) lamenta a morte de um homem que se "notabilizou em todos os campos de intervenção".
Guilherme Valente, o editor, afirmou, em comunicado, que se orgulha de ter publicado toda a obra ensaística de João Lobo Antunes, ", reveladora de uma profundidade e clarividência ímpares, marcas da sua superior inteligência e cultura".
PSD consternado com "profunda perda para Portugal"
O PSD manifestou hoje "enorme consternação" pela morte do neurocirurgião João Lobo Antunes, uma "profunda perda para Portugal" de "um dos mais brilhantes médicos e docentes universitários portugueses" e de "uma personalidade de referência na sociedade portuguesa".
"O Prof. Doutor João Lobo Antunes foi, ao nível profissional, um dos mais brilhantes médicos e docentes universitários portugueses, com uma carreira notável no domínio da neurocirurgia, desenvolvida quer em Portugal, quer nos Estados Unidos da América, marcada muito justamente pela atribuição de um número significativo de prémios e distinções", sublinha.
O PSD considera que a presença e a influência de João Lobo Antunes ultrapassam a área profissional a que dedicou toda a vida, tendo sido "uma personalidade de referência na sociedade portuguesa, que deixa, no plano cultural, um legado com um conteúdo e um alcance únicos".
"Neste momento que é de profunda perda para Portugal e para todos os Portugueses, o Partido Social Democrata endereça à família do Prof. Doutor João Lobo Antunes a manifestação do seu mais profundo pesar e as suas mais sentidas condolências", afirma.
O partido liderado por Pedro Passos Coelho destaca ainda a "profunda cultura humanista" de Lobo Antunes, refletida nos seus múltiplos escritos e na forma como assumiu "o seu envolvimento cívico e político em funções como as de mandatário nacional das candidaturas presidenciais de Jorge Sampaio e de Cavaco Silva, de Conselheiro de Estado ou de Presidente do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida.
CDS-PP lamenta morte de "homem das ciências e da vida"
A presidente do CDS-PP, Assunção Cristas, lamentou profundamente a morte do neurocirurgião João Lobo Antunes, um "homem das ciências e da vida", na "convicção de que nunca morre quem deixa uma obra e uma vida tão fecundas".
Numa nota enviada às redações por Assunção Cristas, o CDS-PP lamenta "profundamente a sua morte" e apresenta à família e à Universidade de Lisboa os "profundos sentimentos, na convicção de que nunca morre quem deixa uma obra e uma vida tão fecundas".
"João Lobo Antunes citava Montaigne e que todos os dias conduzem à morte. Mas mesmo uma certeza, quando chega, é abrupta", começa por referir a líder centrista.
Segundo Cristas, "como médico tentou salvar vidas, como cientista tentou melhorá-las mas, sobretudo, como verdadeiro humanista tentou percebê-las".
"Recebeu merecidamente todas as honras e distinções do nosso país, da sociedade civil e da academia porque em todos estes palcos foi ativo. Mas, mais do que recebeu, mostrou-nos como se pode 'fazer' a ciência para cada pessoa, para cada um de nós", enaltece.
Assunção Cristas recordou que João Lobo Antunes disse que o que assustava "é a morte interromper a dádiva da vida" e defende que o "reconhecimento do outro e de cada vida é um exemplo que não pode ficar interrompido".
"O seu último cargo institucional era uma tradução de si mesmo: João Lobo Antunes foi um homem das ciências e da vida", evidencia.
Centro Académico de Medicina de Lisboa destaca "brilhante académico"
O professor João Lobo Antunes foi um "brilhante académico" e um "vulto multidisciplinar" que deu "ímpares contributos" a Portugal, lembrou hoje, em comunicado, o Centro Académico de Medicina de Lisboa.
O Centro Académico de Medicina de Lisboa corporiza o Instituto de Medicina Molecular, a Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa e o Centro Hospitalar de Lisboa Norte, onde João Lobo Antunes lecionou, tendo dirigido ainda o serviço de neurocirurgia do Hospital de Santa Maria.
"O professor doutor João Lobo Antunes foi um vulto multidisciplinar, nacional e internacional, que abrangeu, com sólido conhecimento e elevados dotes intelectuais, áreas tão diversas, como as neurociências, em particular a neurocirurgia, e a ética, entre demais", refere o Centro.
Segundo o Centro, o professor foi um "brilhante académico", tendo-se destacado como "exímio neurocirurgião e mestre de gerações que dele herdaram a excelência".
"Chamado a tantos desafios e tão diferentes da vida pública e social, a todos respondeu com natural elegância, afabilidade no trato e empenho, garantindo o seu êxito e dando generosamente também aí impares contributos ao país", acrescenta.
Ministro da Cultura recorda "mestre do diálogo" em nota de pesar
O ministro da Cultura, Luís Castro Mendes, lamentou a morte do neurocirurgião João Lobo Antunes, que classificou como "mestre do diálogo", numa nota de pesar difundida hoje pelo seu gabinete.
"O ministro da Cultura, Luís Filipe Castro Mendes, lamenta a morte de João Lobo Antunes, homem da ciência e da cultura, sempre atento e aberto à interrogação das questões fundamentais, de curiosidade universal", refere a nota.
Castro Mendes acrescenta que João Lobo Antunes "foi mestre do diálogo entre a ciência e a cultura humanística e exemplar na dedicação à causa pública".
Parlamento aprova voto de pesar seguido de minuto de silêncio
O voto de pesar foi lido pelo presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues, e nele caracteriza-se João Lobo Antunes como um médico "brilhante", um "humanista" e um "grande português".
"João Lobo Antunes era um homem de cultura, conhecedor dos clássicos e atento aos movimentos e às tendências do seu tempo. A excelência profissional desenvolveu-se a par do empenhamento cívico", lê-se no documento.
Em relação a ações de natureza cívica, no voto lembra-se que o neurocirurgião foi mandatário nacional das candidaturas de dois antigos presidentes da República, Jorge Sampaio e Cavaco Silva, sendo "respeitado por todos os quadrantes políticos".
João Lobo Antunes, para a Assembleia da República, foi "um grande português".
"É, pois, com profunda tristeza que a Assembleia da República, reunida em sessão plenária, assinala o seu falecimento, transmitindo à sua família o mais sentido pesar", acrescenta-se.
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