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"Rebeldia democrática" em Hong Kong pode influenciar a China

"A cultura política democrática está a fazer o seu caminho na periferia", afirmou o sinólogo Jean-Pierre Cabestan.
Lusa 5 de Dezembro de 2014 às 08:36
Especialista aponta a importância do movimento Occupy Central, que desde o final de setembro agita Hong Kong
Especialista aponta a importância do movimento Occupy Central, que desde o final de setembro agita Hong Kong FOTO: Tyrone Siu/Reuters

Democratas de Taiwan e Hong Kong estão a protagonizar um "movimento de rebeldia" face a Pequim que poderá vir a influenciar o sistema político da China Continental, diz um sinólogo ocidental radicado há duas décadas na região.

"A cultura política democrática está a fazer o seu caminho na periferia da China", afirmou Jean-Pierre Cabestan a propósito dos resultados das últimas eleições locais em Taiwan e do movimento Occupy Central, que desde o final de setembro agita Hong Kong.

Antigo diretor do Centro de Estudos Francês sobre a China Contemporânea, Jean-Pierre Cabestan viveu em Taiwan na década de 1990 e a seguir em Hong Kong, onde dirige hoje o Departamento de Estudos Internacionais e Governação da Hong Kong Baptist University.

Num encontro com jornalistas estrangeiros realizado esta semana em Pequim, Cabestan salientou que "a China periférica" esta a revelar-se "muito mais rebelde face ao poder central chinês", o que "aumenta a pressão sobre o sistema de partido único" e "questiona o futuro político da China".

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