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Correio da Manhã

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Reclusos não aderem a troca de seringas

Nenhum recluso do estabelecimento prisional de Paços de Ferreira aderiu ainda ao programa de troca de seringas. O Sindicato do Corpo da Guarda Prisional (SCGP) admite que os detidos desconfiem do sistema e tenham receio de ser prejudicados nas saídas precárias.
22 de Dezembro de 2007 às 13:19
O Instituto da Droga e Toxicodependência e a Direcção-Geral dos Serviços Prisionais garantem que o Programa Específico de Trica de Seringas está assente no princípio da confidencialidade e que apenas os serviços de saúde conhecer a identidade dos reclusos inscritos voluntariamente.
Jorge Alves, dirigente do SCGP, lembra os alertas do sindicato, desde a discriminação da restante população prisional para com os reclusos por causa da quebra de confidencialidade até à manutenção dessa mesma confidencialidade.
Um dos entraves pode ser a alteração dos hábitos dos detidos e o facto das celas serem partilhadas e não trancadas pelo interior.
Os reclusos temem ainda, de acordo com Jorge Alves, que o facto de serem conhecidos como consumidores de droga lhes dificulte a avaliação do processo de saídas precárias.
A avaliação do programa fica assim em causa, uma vez que só pode ser feita após a adesão dos reclusos ao mesmo.
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