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Correio da Manhã

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Redução do PIB tem consequências no défice

O ministro das Finanças admitiu esta segunda-feira que a redução do Produto Interno Bruto (PIB) prevista pela Comissão Europeia (CE) tem consequências no défice orçamental. Contudo, Teixeira dos Santos reafirmou que, no domínio orçamental, o Governo tem a despesa pública controlada.
4 de Maio de 2009 às 14:19
O ministro das Finanças, Teixeira dos Santos
O ministro das Finanças, Teixeira dos Santos FOTO: D.R.

Em declarações aos jornalistas, o governante explicou que a revisão em baixa do PIB feita pela CE “terá consequências em termos de défice orçamental, na medida em  que esta redução da actividade económica se traduz numa redução da receita cobrada pelo Estado, com consequente agravamento do défice.”

Sobre este agravamento, Teixeira dos Santos escusou-se a comentar, remetendo uma avaliação para o relatório anual de orientação da política orçamental, que o Executivo vai apresentar brevemente no Parlamento.

O governante afirmou que as previsões de Bruxelas confirmam as estimativas do Banco de Portugal, pela quebra das exportações, do investimento privado e do próprio consumo. “Confirma-se que estamos perante uma séria recessão internacional que, em particular, traduz-se numa redução muito significativa da procura externa sobre os produtos portugueses”, sustentou o ministro.

Teixeira dos Santos assegurou, no entanto, que nos últimos meses a despesa pública está controlada.

“No final do primeiro trimestre, os números estavam dentro do padrão de segurança, não excediam o limite de segurança”, frisou o ministro, acrescentando que os indicadores relativos à execução da despesa em Abril “dão conta de que a evolução da despesa continua dentro do padrão de segurança”.

Tendo em conta o cenário apresentado hoje por Bruxelas, Teixeira dos Santos destacou que “dentro deste quadro de recessão”, Portugal “tem um comportamento que se espera ligeiramente melhor que a Zona Euro e que a União Europeia”.

Sobre  o aumento do desemprego, o ministro não se mostrou surpreendido, 'dado o agravamento da quebra do crescimento económico',  mas chamou “a atenção” para que segundo a previsão de Bruxelas “o agravamento do desemprego não será tão forte quanto aquele que o Fundo Monetário Internacional (FMI) antevia”.

O ministro das Finanças insistiu ainda que não é o momento para o Governo recorrer a um orçamento retificativo porque é necessário aguardar por níveis indicadores até ao final do ano.

 

 

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