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Correio da Manhã

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Reformados portugueses recebem menos

Um estudo realizado em 26 países concluiu que os portugueses recebem as pensões mais baixas da Europa, a seguir à Hungria e República Checa, e têm ainda um desfasamento de 109 euros entre o montante recebido e a verba necessária para pagar as despesas domésticas.
22 de Janeiro de 2008 às 11:47
Na maioria dos países a reforma significa um decréscimo de rendimento, mas Hungria, Marrocos e Portugal são os Estados com piores expectativas sobre a evolução da qualidade de vida nesta fase. No entanto, as pessoas inquiridas gostariam de se reformar mais cedo.
De acordo com o barómetro, o desfasamento entre o montante recebido e o necessário para fazer face às despesas domésticas é maior na França (menos 362 euros) e na Bélgica (menos 271 euros). O Japão é o país onde a reforma se traduz num nível de vida mais baixo, seguido de Portugal e França.
Os portugueses, a par dos espanhóis, italianos e húngaros, são os que menos se preparam para a reforma, ao contrário dos norte-americanos e dos checos. Em Portugal, começa-se a pensar na reforma tendencialmente mais tarde do que nos outros países e, normalmente, só depois de um acontecimento, doença ou acidente. No entanto, o montante poupado por mês está acima dos países da Europa do Sul.
Os portugueses consideram ainda que o sistema de Segurança Social está caótico, pelo que, a par dos espanhóis, são os que mostram mais interesse por um sistema de pensões comum aos países da União Europeia.
As preocupações sociais tornam os portugueses e os húngaros os menos felizes de todos os inquiridos, e também os menos satisfeitos com os cuidados de saúde.
O Barómetro foi realizado em 26 países, num total de 18 114 entrevistas através de chamadas telefónicas, entre meados de Julho e princípios de Agosto do ano passado, e teve como objectivo “analisar e perceber as atitudes em relação à reforma”.
REFORMADOS PORTUGUESES MAIS PESSIMISTAS
Os reformados portugueses são os mais pessimistas da Europa, num sentimento apoiado pela população activa, por considerarem que terão pensões insuficientes para fazer face às despesas necessárias.
No mesmo estudo, os portugueses consideram ainda que trabalham mais do que deviam, pelo que a idade mínima da reforma deveria rondar os 58-59 anos.
Seis em cada dez reformados têm uma pensão inferior ao último salário e sete em cada dez trabalhadores esperam ver o seu rendimento diminuir.
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