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Resort de luxo na ilha do Sal, em Cabo Verde, reabre portas seis meses depois

Voos internacionais para Cabo Verde foram retomados a 11 de outubro.
Lusa 16 de Outubro de 2020 às 14:58
Cabo Verde Airlines
Cabo Verde Airlines FOTO: Correio da Manhã
O hotel Hilton na ilha cabo-verdiana do Sal, com 241 quartos e um dos resorts de luxo do arquipélago, encerrado desde março, reabriu esta sexta-feira, cinco dias depois do regresso dos voos internacionais a Cabo Verde.

A retoma da atividade foi confirmada à Lusa por fonte da unidade hoteleira, o primeiro resort de cinco estrelas, inaugurado na cidade de Santa Maria em janeiro de 2018, estando outro do mesmo grupo projetado para a cidade da Praia, ilha de Santiago.

"Encerrámos no final de março, mas começámos hoje a receber reservas", disse a fonte.

Trata-se da primeira reabertura de uma grande unidade hoteleira na ilha do Sal, a mais turística do arquipélago, cujo aeroporto internacional movimentava anualmente mais de um milhão de passageiros, mas que em 18 de março viu os voos comerciais internacionais suspensos - como em todo o país -, decisão tomada pelo Governo para travar a pandemia de covid-19.

A ilha do Sal - e a da Boa Vista - aguarda ainda a reabertura das unidades do grupo TUI, nas suas várias marcas, que garante uma parte substancial dos turistas que anualmente, até à pandemia de covid-19, visitavam o arquipélago.

Fonte do grupo TUI contactada pela Lusa remeteu informação sobre a reabertura das unidades em Cabo Verde para mais tarde.

Desde 12 de outubro que o arquipélago voltou a autorizar voos comerciais internacionais, obrigando os passageiros à apresentação de teste PCR negativo para covid-19, realizados com uma antecedência mínima de 72 horas.

Cabo Verde recebeu em 2019 mais de 819 mil turistas, setor que representa cerca de 25% do Produto Interno Bruto (PIB), mas que estava parado desde março.

Antes mesmo da reabertura das fronteiras, o grupo hoteleiro português Oásis, um dos maiores a operar em Cabo Verde, reabriu, na ilha do Sal, em 05 de outubro, o Hotel Salinas Sea, e três dias antes o Hotel Porto Grande, na ilha de São Vicente, confirmou à Lusa fonte da administração.

Em Cabo Verde, o encerramento das grandes cadeias de hotéis aconteceu na segunda quinzena de março e a primeiro unidade de grande dimensão a reabrir foi o Hotel Oásis Atlântico Praiamar, situado na Prainha, sobre a falésia, na capital cabo-verdiana, com 123 quartos, em 01 de setembro.

Uma nota da administração do Hotel Hilton Cabo Verde Sal Resort, que recorda que a unidade foi considerada "nos últimos dois anos como o melhor hotel de Cabo Verde", confirmou a reabertura, esta sexta-feira, através do seu diretor.

"Não quisemos aguardar até que a conjetura melhorasse, mas sim abrir o mais cedo possível para ajudar o destino a voltar à sua normalidade. Este é um momento em que temos de apoiar a decisão governamental [de reabertura das fronteiras]", afirmou, citado no comunicado, Alejandro Casamor, diretor-geral do hotel.

Na mesma informação, a administração refere que implementou um conjunto de medidas previstas pela marca Hilton, para reforçar os padrões de limpeza e segurança sanitária do hotel. Além disso, assinou com uma clínica privada local um acordo para a realização nos próprios quartos de testes PCR para covid-19, necessários para o regresso aos países de origem.

A procura turística por Cabo Verde deverá recuar este ano a níveis de 2005, uma quebra de 70% devido à pandemia de covid-19, perdendo mais de 550 mil turistas face à previsão inicial do Governo, após sete meses de encerramento de fronteiras.

A previsão, que agrava a estimativa anterior, consta dos documentos de suporte à proposta de lei do Orçamento do Estado para 2021, divulgados anteriormente pela Lusa.

Em julho, com a previsão de reabertura do arquipélago aos voos internacionais comerciais no mês seguinte -- que não se concretizou, avançando apenas um corredor aéreo para voos essenciais a partir de Lisboa -, o Governo estimava que procura turística iria recuar este ano a níveis de 2009, com a perda de 536 mil turistas.

Tratava-se, conforme previsto no Orçamento do Estado Retificativo para este ano, então aprovado, de uma quebra de 58,8% na procura turística, face aos 819 mil turistas que o arquipélago recebeu em 2019.

Na previsão do Governo em julho, Cabo Verde deveria receber este ano apenas 337.555 turistas. Deste total, 170.778 são turistas que já visitaram o país no primeiro trimestre de 2020, pelo que até final do ano Cabo Verde deverá receber pouco mais de 165.000 turistas.

Esta quebra, depois de agosto, setembro e parte de outubro sem voos internacionais, é agora agravada na previsão do Governo.

"Dado que a fronteira para o mercado turístico continua fechada [à data de apresentação da proposta orçamental], a queda no número de turistas poderá chegar a 70%, atingido os números de 2005", lê-se.

Cabo Verde conta com um acumulado de 7.444 casos de covid-19 desde 19 de março, com registo de 79 mortos associados à doença.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de um milhão e noventa e três mil mortos e mais de 38,5 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

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