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Correio da Manhã

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Revestimento de Torre Grenfell não era anti-fogo para poupar 340 mil euros

Remodelação do edifício de Londres onde morreram 80 pessoas sofreu cortes de orçamento.
Ana Ferreira Silvestre e José Carlos Marques 30 de Junho de 2017 às 18:36
Residentes da Grenfell Tower viveram momentos de horror no fogo que destruiu o edifício em Londres
Residentes da Grenfell Tower viveram momentos de horror no fogo que destruiu o edifício em Londres
Residentes da Grenfell Tower viveram momentos de horror no fogo que destruiu o edifício em Londres
Residentes da Grenfell Tower viveram momentos de horror no fogo que destruiu o edifício em Londres
Residentes da Grenfell Tower viveram momentos de horror no fogo que destruiu o edifício em Londres
Residentes da Grenfell Tower viveram momentos de horror no fogo que destruiu o edifício em Londres

Depois do incêndio trágico, que teve origem num frigorífico defeituoso e que consumiu a Torre de Grenfell, no passado dia 14 de junho, em Londres, sabe-se agora que os consultores responsáveis pela remodelação do prédio - concluída em maio de 2016 - se viram obrigados a cortar o orçamento disponível na escolha dos materiais. 

Emails, revelados pelo Times e a BBC, revelam que os consultores foram colocados sob pressão e que o revestimento de zinco não combustível, originalmente proposto, tinha sido alterado para uma versão de alumínio mais barata. É dito que esta acção economizou cerca de £293,000 (340 mil euros).

O revestimento exterior, projectado para melhorar a aparência da torre e torná-la mais eficiente em termos de energia, foi visto como a grande causa da rápida propagação de fogo que matou pelo menos 80 pessoas.

O ‘Times’ e a BBC afirmam ter visto e-mails que sugerem um grande corte de custos na remodelação da Torre de Grenfell, que custou mais de nove milhões de euros e foi concluída em maio do ano passado.

Novos testes a edifícios questionados
O presidente da Associação de Governos Locais afirmou que os testes de segurança contra incêndios em revestimentos de edifícios altos são defeituosos e que o governo precisa de repensar a sua abordagem para que mais incidentes destes não aconteçam.

Todos os painéis de revestimento de edifícios altos, testados na sequência da tragédia da Grenfell Tower, falharam, mas Gary Poter, político britânico, fez chegar a informação de que os testes foram mal feitos.

"Não estamos a testar a segurança dos painéis contra o incêndio, eles estão a testar de que é que o núcleo do painel é feito. Esse não é o teste que precisa de ser feito", adiantou.

"Acho que não podemos estar certos de que o que sabemos agora é melhor do que o que sabíamos há duas semanas", afirmou.

Na sequência da tragédia, o governo de Theresa May ordenou inspeções a 600 torres de habitação e os primeiros resultados conhecidos são desastrosos. Os 95 edifícios testados apresentaram defeitos graves nas coberturas. Mas os testes estão a ser contestados.

Grenfell Tower Gary Poter economia negócios e finanças
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