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Correio da Manhã

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Roger Federer imortal

Ao fim de quatro meses e seis dias, Roger Federer voltou a chorar, desta feita em Roland Garros, onde alcançou finalmente o 14º titulo do Grand Slam (primeiro na terra batida parisiense), batendo na final Robin Soderling por 6-1, 7-6(1) e 6-4.
7 de Junho de 2009 às 17:58
Roger Federer imortal
Roger Federer imortal FOTO: d.r.

Exibição imaculada – da qual se destacam 16 ases, quatro deles no tie-break do segundo set – é o adjectivo mínimo que se pode colar ao recital de ténis oferecido pelo número dois mundial e aos 15 mil espectadores que desde o primeiro dia do torneio estiveram com Federer.

“Acabou por acontecer o que eu estava à espera. Obrigado pela autêntica lição de ténis”, gracejou Soderling, dirigindo-se ao novo membro da restrita galeria de seis homens que por uma vez colocaram as mãos nos quatro troféus maiores – Fred Perry, Donald Budge, Rod Laver, Roy Emerson e Andre Agassi, o “padrinho” da entrega de prémios.

“Chegar aos 14 títulos do Grand Slam e receber o troféu que me faltava das mãos de André, o último jogador a conseguir ganhar os quatro é uma honra”, revelou um emocionado Federer, agora com o objectivo de recuperar o primeiro lugar do ranking ATP World Tour e destinatário do cheque de 1.060.000 euros.

A final de hoje fica ainda marcada por um momento caricato. Um homem conseguiu entrar no campo enquanto decorria o segundo 'set' e tentou colocar a bandeira de Espanha por cima de Federer. O invasor ainda colocou o chapéu que trazia na cabeça do número dois do mundo, antes de ser retirado pelos seguranças do torneio.

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