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Correio da Manhã

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Rosa Grilo conta que foi sequestrada com o marido antes de o matarem

Viúva do triatleta diz que este foi morto com dois tiros na cabeça.
17 de Outubro de 2018 às 22:10
Rosa Grilo, António Joaquim, tribunal
Rosa Grilo
Rosa Grilo, António Joaquim, tribunal
Rosa Grilo
Rosa Grilo, António Joaquim, tribunal
Rosa Grilo
O triatleta Luís Grilo terá sido assassinado na cozinha da própria casa no dia 16 de Julho, garante a viúva, Rosa Grilo, que está atualmente detida preventivamente por suspeitas de ter matado o marido. Esta versão do crime terá sido contada pela própria ao jornalista Hernâni Carvalho, que a revelou esta quarta-feira no seu programa da SIC.

Segundo o relato, Rosa afirma ter sido ameaçada para simular o desaparecimento da vítima por dois angolanos que entraram no lar do casal. A viúva diz ainda que estes balearam o marido na cabeça, que lhe caiu no colo, enquanto a mulher estava amarrada a uma cadeira.

Segundo Rosa Grilo, o casal estava em casa, em Cachoeiras, em Vila Franca de Xira quando bateram à porta dois angolanos e "um indivíduo branco". O triatleta terá aberto a porta e os três homens terão perguntado pelas "encomendas". Rosa diz ter pensado imediatamente nos diamantes que o marido tinha trazido de Angola havia oito anos. Luís Grilo estaria a receber telefonemas com ameaças, segundo a viúva. Terão sido esses telefonemas que levara Rosa a roubar a arma da casa do amante, António Félix Joaquim, também ele em prisão preventiva por suspeitas de ter sido co-autor da morte do homem.

O triatleta terá recusado dizer onde estavam os diamantes e os dois angolanos terão levado Rosa à casa do seu tio, em Benavila, a cerca de 130 quilómetros dali, para ver se estavam lá, enquanto o homem ficava em casa com o "branco".

Quando regressaram, os três homens terão começado a agredir Luís e Rosa, na cozinha da sua casa em Cachoeiras, para tentar que o casal lhes dissesse onde estavam escondidas as pedras preciosas. Terá sido ao início da tarde que Luís terá afirmado que as encomendas estavam na garagem. Rosa levou os homens até ao local onde havia escondido a arma de António Félix Joaquim, não revelando o que aconteceu de seguida.

O casal foi amarrado pelas mãos e colocados de joelhos no chão da cozinha. Um dos homens terá, então, dado um tiro na parte de trás da cabeça do triatleta. Rosa garante que o marido lhe caiu no colo, mas ainda vivo, razão pela qual terão disparado um segundo tiro. 

Os dois homens terão pedido a Rosa roupa e sacos de plástico para enrolar o corpo. O corpo terá saído pela porta da frente e terá sido levado pelos assassinos. Às 16h15, quando o filho do casal chegou a casa, Rosa já teria limpado todos os vestígios, depois de ter sido coagida a não revelar nada do que tinha testemunhado, mas sim a apresentar queixa do desaparecimento do marido. O homem terá indicado a Rosa o que esta deveria contar, incluindo que deveria livrar-se da bicicleta do triatleta - que terá atirado ao rio.
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