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Correio da Manhã

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Sara Moreira garante que estava apta

Atleta ressentiu-se de lesão e acabou por desistir ao 7.º km da maratona.
14 de Agosto de 2016 às 17:52
Sara Moreira assumiu que teve uma lesão que a impediu de treinar durante uma semana.
Sara Moreira assumiu este domingo que se ressentiu da lesão no trocânter da perna direita no decurso da maratona dos Jogos Olímpicos Rio2016, mas rejeitou que não estivesse em condições de alinhar na prova.

"Senti uma dor por volta dos dois quilómetros. Há um movimento no grupo, um movimento que eu fiz para me desviar de uma adversária e apoiei o pé com bastante força, o pé direito. Senti a dor que me tinha condicionado, como assumi, durante uma semana. E a partir daquele momento foi tentar gerir a dor e perceber até que ponto a dor me permitiria correr", começou por relatar.

Por volta dos cinco quilómetros, quando apanhou o abastecimento, Sara Moreira sentia-se bem, mas a dor no trocânter da perna direita [parte superior do fémur] estava cada vez pior.

"Acabei com uma bolha enorme no pé porque estava a defender-me, não apoiando tanto o pé. Não foi pela bolha que desisti, mas pela dor que ia a sentir", disse.

A atual campeã europeia da meia-maratona insistiu que não sentiu dores nos treinos, nem mesmo quando realizou um treino de séries na quarta-feira, no Estádio Olímpico. "Só por isso é que arrisquei à partida estar na maratona, mas hoje, não sei o motivo, senti logo a dor muito cedo e era impossível continuar", completou.

A atleta do Sporting fez uma ecografia no Rio de Janeiro que "não acusou absolutamente nada".

"A ressonância, que acusou o edema ósseo, foi feita ainda em Portugal. Viajei para cá e quando cheguei voltei a fazer testes que não acusaram nenhuma limitação. Eu fui treinando e pelo facto de ter conseguido correr sem dor é que arriscámos a minha partida na maratona, mas infelizmente a dor voltou, forte, e não consegui continuar", lamentou.

A maratonista de Santo Tirso reconheceu ainda que hesitou antes de desistir. "Pela dor tinha desistido logo aos dois quilómetros. Ainda fui aos sete. Há uma altura, logo a seguir ao abastecimento, em que falo com as minhas colegas e lhes digo que estou a sentir muita dor. A Dulce disse-me para esquecer a dor, mas era impossível porque a dor era muito forte, não me permitia. Ninguém mais do que eu queria correr esta maratona, queria acabar no Sambódromo, mas não foi possível", disse de lágrimas nos olhos.
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