Seguro diz que "novo programa" exige novo Governo

O secretário-geral do PS alegou nesta terça-feiras que Portugal "está confrontado com a necessidade de negociar um novo programa" com os seus parceiros europeus e defendeu que isso reforça a necessidade um novo Governo legitimado pelo voto.

 

09.07.13
Seguro diz que "novo programa" exige novo Governo
"Ora, que melhor do que ter um Governo legitimado popularmente através pelo voto democrático para poder efetuar essa negociação com os nossos parceiros europeus?", interrogou-se Seguro Foto Tiago Petinga/Lusa

Recebido no Palácio Belém, António José Seguro sustentou que o país ficará com uma solução de Governo fraca se mantiver o executivo PSD/CDS-PP, afirmou que "os problemas não se resolvem com remendos", insistindo em eleições legislativas antecipadas.

O secretário-geral do PS foi recebido durante cerca de 40 minutos, pelo Presidente da República, Cavaco Silva, a propósito da crise no executivo, que entretanto PSD e CDS-PP declararam ter resolvido, através de um "entendimento" apresentado pelo ao chefe de Estado na sexta-feira à tarde.

"O nosso país está confrontado a necessidade de negociar um novo programa, chama-se ele programa cautelar ou outro programa qualquer, e isso decorre do falhanço das políticas de austeridade e das políticas deste Governo", afirmou António José Seguro.

"Ora, que melhor do que ter um Governo legitimado popularmente através pelo voto democrático para poder efetuar essa negociação com os nossos parceiros europeus? Este é o momento de o fazer. Este é o momento de o país ter uma oportunidade para se pronunciar, devolvendo a palavra aos portugueses, de modo a escolherem que caminho querem para Portugal e quem é que desejam para liderar esse caminho", acrescentou.

Nestas declarações aos jornalistas, António José Seguro reiterou que "o PS só voltará para o Governo depois da realização de eleições".

O secretário-geral do PS chefiou uma delegação de dirigentes socialistas que incluiu a presidente do partido, Maria de Belém, os membros do Secretariado Nacional Francisco Assis e Alberto Martins e o líder parlamentar, Carlos Zorrinho.

pub

pub

Ver todos os comentários
Para comentar tem de ser utilizador registado, se já é faça
Caso ainda não o seja, clique no link e registe-se em 30 segundos. Participe, a sua opinião é importante!
14 Comentários
  • De L. Ferreira10.07.13
    Quer é a cadeira do poder,tem uma ânsia desmesurada.Não percebeu, ainda, que eleições, neste momento,seria pior para o país.Estamos a pagar uma dívida que o Governo do PS deixou como herança. Haja bom senso.
    Responder
     
     1
    !
  • De O reverso da medalha!09.07.13
    Tenha calma dr.Seguro.Daqui a 17 (dezassete) anos poderá ter uma chance de assumir a presidência do governo.Poderá! Pois nada é certo.Quando este governo começar a "trabalhar" o seu vai ser "cilindrado".Vai ver!
    Responder
     
     0
    !
  • De pedro09.07.13
    Coitado. Este está de cabeca perdida. Ja contava com novas eleicoes e agora vai ter de aguentar mais 2 anos.
    Responder
     
     0
    !
  • De jose pinto09.07.13
    SINCERAMENTE...DEPOIS DE COLOCARAM O PAÍS NA MISÉRIA que autoridade moral têm os socialistas para criticar ou dar opinião sobre o governo?
    Responder
     
     1
    !
  • De L. Ferreira09.07.13
    Seguro ainda,não se apercebeu que a pior das hipóteses seria eleições antecipadas, era retroceder a vários níveis. A sede de poder é tão grande que chega a ultrapassar o bom senso.O que faria de melhor Seguro? Nada
    Responder
     
     0
    !