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Correio da Manhã

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Sindicato responsabiliza construtora e ACT na derrocada em prédio de Lisboa

"Empresas construtoras não tomaram as medidas de prevenção adequadas", é dito.
30 de Novembro de 2016 às 13:53
Derrocada ocorreu esta manhã, no centro de Lisboa
Derrocada ocorreu esta manhã em Lisboa
Polícia vedou trânsito no local
Bombeiros procuram trabalhador desaparecido nos escombros
Bombeiros no local
Operações com grua no local
Grande aparato no local
Grande aparato na Rua Alexandre Herculano
Derrocada ocorreu esta manhã, no centro de Lisboa
Derrocada ocorreu esta manhã em Lisboa
Polícia vedou trânsito no local
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Derrocada ocorreu esta manhã, no centro de Lisboa
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Operações com grua no local
Grande aparato no local
Grande aparato na Rua Alexandre Herculano
O Sindicato dos Trabalhadores da Construção acusou hoje a construtora e a Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT), atribuindo-lhes responsabilidades na derrocada que ocorreu segunda-feira em Lisboa e que causou dois mortos.

Num comunicado assinado pelo presidente, João Maria Ferreira, o Sindicato dos Trabalhadores da Construção, Madeiras, Mármores, Pedreiras, Cerâmica e Afins da Região a Norte do Rio Douro afirma que "as empresas construtoras não tomaram as medidas de prevenção adequadas, caso contrário tudo estaria devidamente escorado e a derrocada não sucederia".

Na sequência do acidente, o sindicado considera ainda que "não existia um Plano Coletivo de Segurança (...)" nem se cumpriram "as regras elementares de segurança estabelecidas na legislação portuguesa".

Aquela estrutura sindical critica ainda a "pretensa indignação e pretensa vergonha manifestada" pelo inspetor-geral da ACT, Pedro Braz, frisando que é obrigação aquela entidade "vigiar e acompanhar as obras de elevado risco como são as obras de remodelação".

O sindicato "não colhe qualquer pretensa desculpa na ausência de fiscalização por parte da ACT, porque devem estar permanentemente avisados sobre estes riscos e não descurar situações que são potenciais focos de acidentes".

"É claro que tem de se pedir responsabilidades ao dono da obra, ao consórcio construtor e às empresas subcontratadas (...) e devem ser tiradas todas as consequências", lê-se no texto.

O sindicato faz ainda saber que fez em janeiro um "pedido de intervenção preventiva" à ACT, com especial atenção para as obras de restauro e reabilitação.

Questionada pela Lusa acerca das conclusões da investigação ao acidente, fonte da ACT disse que "a situação encontra-se a ser objeto de análise com objetivo de evitar que continuem a morrer pessoas a trabalhar, como aconteceu no presente acidente".

O alerta para a derrocada na parte interior da fachada de um prédio que está em obras na Rua Alexandre Herculano (na esquina com a Rua Rodrigo da Fonseca) foi dado pelas 12h00 de segunda-feira.

As duas vítimas são de nacionalidade portuguesa e trabalhavam para o empreiteiro da obra, o Grupo Casais.

Em declarações à agência Lusa, um trabalhador da obra, que não quis ser identificado, disse que estava no primeiro andar quando aconteceu o acidente.

"Foi tudo muito rápido, só tive tempo de ver a poeira e fugir", avançou.

De acordo com o mesmo trabalhador, as obras começaram há dois meses, estando o edifício a ser reabilitado, e não havia suspeitas de que as paredes interiores estivessem em risco.

O prédio localiza-se perto da Avenida da Liberdade e do Marquês de Pombal, no centro da cidade.
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