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Correio da Manhã

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SINDICATOS RECUSAM PROPOSTA DO GOVERNO

O Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE) e a Frente Sindical da Administração Pública (FESAP) recusaram hoje a proposta do Governo que prevê o congelamento dos aumentos salariais na Função Pública para o ano em curso. As estruturas preparam-se para negociar alternativas.
17 de Janeiro de 2003 às 16:38
A FESAP considera “inaceitável um aumento dos salários abaixo da inflação”. Não obstante, o presidente da estrutura, Nobre dos Santos, congratulou-se com a atitude negocial do Governo.

Segundo Nobre dos Santos, das três propostas avançadas pelo Governo, a que terá mais viabilidade será aquela que oferece um aumento de 1,5 por cento até ao escalão 325 (mil euros), abrangendo cerca de 45 por cento dos funcionários públicos, e o congelamento dos restantes. À luz desta proposta, não ficaria suspensa a promoção de escalão nem a progressão de carreira.

O Ministério das Finanças explicou que o congelamento dos salários diz respeito a vencimentos superiores a mil euros. Esta medida seria conjugada com aumentos de 1,5 por cento para todos os vencimentos inferiores, acrescentou.

A segunda proposta do ministério tutelado por Manuela Ferreira Leite passa pela manutenção "das promoções e das progressões das carreiras, e por um aumento na tabela, de 0,5 por cento", indicou o porta-voz, reconhecendo, no entanto, que esta prejudicaria os escalões inferiores, onde um aumento tão pequeno "quase não se faria sentir".

O Governo apresentou ainda uma proposta de aumento do subsídio de refeição de dois por cento, para 3,56 euros.
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