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Correio da Manhã

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Sinos em memória do horror

Os sinos de todas as 650 igrejas de Madrid repicaram exactamente às 07h37 locais (06h37 em Lisboa), à hora a que há um ano explodiu a primeira das 10 bombas que destroçaram 4 comboios e mataram quase 200 pessoas, num acto de terror nunca antes visto na Europa Ocidental.
11 de Março de 2005 às 08:05
11 de Março é uma data que os espanhóis jamais esquecerão e que a Humanidade recordará sempre como um dia de horror, o dia em que o terrorismo islâmico fez chegar à Europa Ocidental horror e medo sem precedentes.
Era hora de ponta há um ano. Os comboios rolavam cheios em hora de ponta matinal. Dez bombas explodiram quase em simultâneo. Morreram 191 pessoas e cerca de 2 mil ficaram feridas. À hora exacta a que a primeira bomba rebentou há um ano, os sinos de todas as igrejas de Madrid repicaram esta manhã.
Às 12h00 (11h00 em Lisboa), os espanhóis são convidados a cumprir cinco minutos de silêncio, onde quer que estejam, numa paragem simbólica, de memória, homenagem e introspecção nacional.
Também hoje, o Rei Juan Carlos inaugura o "Bosque dos Ausentes", dentro do Parque do Retiro, em Madrid, onde foram plantados 191 ciprestes e oliveiras, tantas árvores quantas as vidas humanas roubadas há um ano pelo terror islâmico. O Presidente da República Portuguesa, Jorge Sampaio, assiste a esta cerimónia, tal como o Rei de Marrocos. Recorde-se que a maioria dos mais de 100 suspeitos detidos em consequência dos atentados é de nacionalidade marroquina.
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