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Sócrates aposta forte nas energias renováveis

O primeiro-ministro, José Sócrates, definiu esta quarta-feira como metas a atingir até 2010, no âmbito da ponderação ambiental, o aumento do consumo de energias renováveis e a aposta dos transportes no uso de biocombustível. Entre as apostas governamentais na melhoria do ambiente estão ainda alterações no Imposto automóvel e a aprovação de um novo regime de compras ecológicas por parte do Estado.
24 de Janeiro de 2007 às 16:58
José Sócrates apresentou as metas estabelecidas pelo Governo no discurso de abertura do debate mensal, que decorre esta tarde na Assembleia da República. Para o primeiro debate mensal do ano, o chefe do Governo escolheu o tema das alterações climáticas, depois de na semana passada ter afirmado que esta deveria ser uma das prioridades da União Europeia.
Até 2010, o Governo de José Sócrates pretende promover o aumento de 39 para 45 por cento do consumo de electricidade com base em energias renováveis, cenário que colocará Portugal "na linha da frente, a par da Áustria e da Suécia".
Para o efeito será necessário que Portugal aposte na instalação de potência eólica, modernize com novos equipamentos os parques eólicos já instalados e simplifique, uma medida que será tomada amanhã em Conselho de Ministros, disse o primeiro-ministro.
A aposta nos biocombustíveis foi outra das metas traçadas por José Sócrates que espera que, em 2010, este combustível represente dez por cento do total de gasto nos transportes. A medida permitirá antecipar em dez anos o objectivo da União Europeia, segundo o governante. O Executivo fará também apostas no biogás, na biomassa, em tecnologias emergentes, e na energia hídrica, através do reforço da capacidade de produção das barragens.
Quanto ao Imposto Automóvel, José Sócrates anunciou que a componente ambiental de dez por cento introduzida naquele imposto em 2006 vai registar aumentos. O primeiro, a partir de 1 de Julho, será de 30 por cento, enquanto a partir de 1 de Janeiro de 2008, esta percentagem subirá para 60 por cento.
Na intervenção no Parlamento, o primeiro-ministro afirmou que o Conselho de Ministros de amanhã aprovará um novo regime de compras ecológicas, o que considerou ser “um instrumento eficaz para induzir eficiência energética nos fornecedores e no Estado”.
O primeiro-ministro prometeu ainda "uma nova ambição na redução de emissões", anunciando o encerramento da Central de Tunes, a gasóleo, e dois grupos da Central do Carregado, a fuel, em 2008, enquanto a Central do Barreiro, a fuel, encerrará em 2010. Para este ano está ainda previsto que as restantes centrais a fuel entrem em regime de funcionamento zero, mantendo-se apenas para casos de emergência. Por sua vez, as centrais a carvão vão substituir entre cinco e dez por cento do combustível usado por biomassa ou resíduos.
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