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Correio da Manhã

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Sócrates defende uma UE mais interventiva

José Sócrates afirmou esta quarta-feira, em Estrasburgo, França, no âmbito da apresentação do programa conjunto das presidências alemã, portuguesa e eslovena da União Europeia (UE), que o plano de gestão para os próximos 18 meses visa apresentar um rumo para a Europa e dar-lhe “uma voz mais audível” no Mundo.
17 de Janeiro de 2007 às 15:17
O primeiro-ministro português falava no Parlamento Europeu, numa conferência de imprensa conjunta dos “presidentes” da UE para o próximo ano e meio, ao lado da chanceler alemã Angela Merkel e do primeiro-ministro esloveno, Janez Jansa. Estiveram ainda presentes o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, e o recém-eleito presidente do PE, o alemão Hans-Gert Poettering.
“Este não é um programa para gerir a Europa, este é um programa que pretende dirigir a Europa e apresentar um rumo para a Europa”, afirmou Sócrates na conferência de imprensa que se seguiu à apresentação do programa perante o hemiciclo de Estrasburgo por Angela Merkel.
O primeiro-ministro português afirmou que Alemanha, Portugal e Eslovénia estão “bem conscientes da responsabilidade” que representa levarem a cabo o primeiro programa conjunto da UE para 18 meses. Sócrates salientou a ambição do programa que se reflecte na “agenda da política externa da UE” para os próximos mandatos rotativos da presidência europeia e que visa uma “Europa mais forte, mais presente no Mundo, mais presente nas questões mundiais e com uma voz mais audível”.
Na agenda externa da UE para os próximos 18 meses destacam-se três aspectos, segundo José Sócrates, nomeadamente a realização da cimeira UE/África, a aposta num “diálogo específico com Brasil e México e, de certa forma, um aprofundamento do diálogo político entre UE e América Latina”, e as relações entre UE e os países do flanco sul da Europa no Mediterrâneo, englobando o Médio Oriente.
No contexto da política interna, o programa das três presidências prende-se com a intenção de “dar uma resposta ao problema constitucional”, o que permitirá solucionar o impasse em que se encontra há quase dois anos o processo de ratificação do Tratado Constitucional.
Quando terminar a presidência alemã em exercício, caberá a Portugal assumir a tarefa a 1 de Julho e até ao final do ano, seguindo-se a Eslovénia, no primeiro semestre de 2008.
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