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Correio da Manhã

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Suspeita de gripe das aves na Bulgária

As autoridades búlgaras confirmaram esta terça-feira que estão a ser efectuados testes a três aves suspeitas de estarem infectadas com o vírus da gripe das aves, mas que até ao momento ainda não há dados concretos de que a doença possa ter atravessado as fronteiras do país.
11 de Outubro de 2005 às 15:36
A Bulgária, com uma população de cerca de oito milhões, adoptou apertados controlos de segurança depois de terem sido detectados casos suspeitos da doença nos países vizinhos Roménia e Turquia.
De acordo com as autoridades, três aves mortas foram encontradas em três zonas da região de Pleven, a 100 quilómetros da fronteira com a Roménia. “Três aves foram encontradas mortas no distrito de Pleven, mas não há nenhum caso, até ao momento, confirmado”, assinalou um dos responsáveis pelas autoridades sanitárias locais, Plamen Georgiev. Os dados recolhidos estão agora a ser analisados na capital búlgara, Sófia.
Nas últimas semanas, novos casos de gripe das aves surgiram na Turquia e Roménia levando as autoridades dos dois países a procederem ao abate em massa de milhares de aves de forma a prevenir que a doença se propague.
VACINA PODE DEMORAR MESES
Os laboratórios farmacêuticos revelaram que podem levar cerca de seis meses até fabricarem o número ideal de vacinas contra a gripe das aves. Uma previsão que é insuficiente face ao crescente número de casos registados nos último dias, confirmou um alto dirigente das Nações Unidas.
David Nabarro, coordenador-geral da ONU, afirmou que os stocks existentes podem revelar-se insuficientes para a eventualidade de uma rápida progressão da pandemia da gripe das aves, uma vez que se prevê que o vírus possa sofrer mutações e passar a ser transmissível entre os humanos.
MAIS UM CASO CONFIRMADO NA INDONÉSIA
A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou hoje o quinto caso humano de gripe das aves na Indonésia, um jovem de 21 anos da ilha de Samatra que permanece hospitalizado desde há três semanas.
"As análises realizadas no laboratório de Hong Kong deram positivo", declarou à EFE a porta-voz da OMS, Sari Setiogui, que acrescentou que o jovem "está hospitalizado mas a sua situação é estável".
A investigação preliminar revelou que o rapaz afectado manteve contacto directo com frangos mortos em sua casa, pouco antes de sentir os primeiros sintomas da doença.
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