Homem de 30 anos tinha na sua posse explosivos, um Kalashnikov AK-47 e uma bandeira do Daesh.
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Um cidadão holandês de 30 anos foi detido na quarta-feira na sua residência em Roterdão, por "suspeita de ter preparado um crime terrorista", anunciou hoje a Procuradoria-Geral da Holanda em comunicado.
A polícia apreendeu uma kalachnikov AK-47, dois carregadores cheios, quatro caixas de "peças ilegais de fogo-de-artifício", um quadro representando uma bandeira utilizada pelo grupo 'jihadista' Estado Islâmico (EI), telemóveis e 1.600 euros em dinheiro, precisou a mesma fonte.
Foi com base numa informação dos serviços secretos holandeses (AIVD) que a Procuradoria-Geral da República iniciou uma investigação e que as forças especiais (DSI) procederam à sua detenção, explicou o porta-voz da instituição, Wim de Bruin, citado pela agência noticiosa francesa AFP.
"Ele é suspeito de ter preparado um crime terrorista", mas não temos informação sobre os pormenores", declarou Bruin.
Depois de comparecer perante um juiz, o suspeito foi colocado em prisão preventiva por mais duas semanas, acrescentou o ministério público.
A Holanda está em estado de alerta desde os atentados de Paris, em novembro de 2015, e os de março de 2016 na vizinha Bélgica.
Na semana passada, a Europol (Departamento Europeu de Polícia) advertiu que as organizações terroristas como o EI podem ter recorrido a mudanças no 'modus operandi' para atingir os seus alvos na Europa, apontando como exemplo a utilização de viaturas armadilhadas.
Os serviços holandeses de luta contra o terrorismo (NCTV) afirmaram no mês passado que a ameaça terrorista poderá aumentar na Holanda se o EI for derrotado na Síria e no Iraque, com o regresso de muitos combatentes.
Cerca de 270 holandeses juntaram-se às fileiras 'jihadistas' e cerca de 40 antigos soldados do EI regressaram ao país.
Mais cerca de 190 cidadãos holandeses, entre os quais mulheres e crianças de nove anos e mais velhas, encontram-se na Síria e no Iraque, de acordo com um relatório da Europol divulgado em novembro passado, ao passo que 44 combatentes de nacionalidade holandesa foram mortos.
"O número de combatentes 'jihadistas' a regressar ao país aumentará se o califado perder ou desaparecer", indicou a Europol no seu mais recente relatório sobre a ameaça terrorista.
"Um número crescente deles virá provavelmente reforçar o movimento 'jihadista' dentro da Holanda e, assim, aumentar a ameaça exercida por esse grupo", frisou a agência policial europeia.
A segurança na Holanda já foi várias vezes reforçada, nomeadamente nos aeroportos e nas estações ferroviárias, onde os falsos alarmes se multiplicaram nos últimos meses.
Em abril, um polaco bêbedo levou à evacuação noturna do aeroporto de Amesterdão-Schiphol, depois de ter garantido ter uma bomba e ser um terrorista. O incidente ocorreu três semanas depois dos atentados no aeroporto de Bruxelas-Zaventem e no metro da capital belga, que fizeram 32 mortos.
No mês passado, um imigrante clandestino "em estado de confusão" foi detido depois de um alerta anónimo ter desencadeado o destacamento de agentes da polícia militar munidos de armamento pesado e a adoção de mais medidas de segurança no aeroporto de Roterdão.
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