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Correio da Manhã

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Taxa de desemprego cai para 7,6%

A taxa de desemprego caiu para os 7,6 por cento no final de 2008, um valor que representa um desagravamento face aos 8,0 por cento registados em 2007 e fica aquém das previsões do próprio Governo, que apontava para uma taxa de 7,7 por cento.
17 de Fevereiro de 2009 às 19:49
Taxa de desemprego cai para 7,6%
Taxa de desemprego cai para 7,6% FOTO: d.r.

Os dados divulgados esta terça-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) indicam que a taxa de desemprego no quarto trimestre do ano passado fixou-se nos 7,8 por cento, o mesmo valor verificada nos últimos três meses de 2007, traduzindo um ligeiro aumento face aos 7,7 por cento do trimestre anterior.

De acordo com os dados recolhidos pelo INE, no quarto trimestre de 2008, a população desempregada foi estimada em 437,6 mil indivíduos, o que corresponde a um decréscimo de 0,4 por cento face ao valor registado no trimestre homólogo de 2007 e a um aumento de 0,9 por cento em relação aos três meses anteriores.

No conjunto do ano, a população desempregada situou-se nos 427,1 mil  indivíduos, o que representa uma diminuição de 4,8 por cento em relação aos 338,6 mil indivíduos contabilizados em 2007.

REACÇÕES

'NÚMEROS ANIMADORES' (José Sócrates, Primeiro-ministro)

'Estes números dão a indicação de que, apesar de tudo, a nossa economia  continua a progredir e a criar emprego (...), temos que olhar para este número como animador neste momento, e que certamente nos dá ainda uma razão suplementar  para continuar aquilo que devemos fazer: mais investimento público e mais  oportunidades de emprego.'

'COMPORTAMENTO MAIS FAVORÁVEL' (Vieira da Silva, Ministro do Trabalho)

'Não quer dizer que os problemas estejam ultrapassados, mas este valor significa que 2008 teve um comportamento mais favorável do que alguns analistas previam.'

'SINAL DE ESPERANÇA' (Manuel Pinho, Ministro da Economia)

'É um valor melhor do que o Governo esperava. É um sinal de esperança'. O ministro sublinhou, contudo, que é preciso interpretar o valor 'com cuidado', mas frisou que os dados hoje divulgados pelo INE dão 'segurança' e serve para 'tentar animar os portugueses para reagir a esta crise, que é a maior dos últimos 50 anos'.

'NÚMEROS SÃO MAUS' (Francicso Van Zeller, Presidente da Confederação da Indústria Portuguesa-CIP)   

'De qualquer maneira é mau. Uma subida muito acima disso começaria a ter problemas na Segurança Social.'

DADOS 'PREOCUPANTES' (Manuela Ferreira Leite, Líder do PSD)

'Os dados revelados do meu ponto de vista são altamente preocupantes porque se mantém o desemprego num nível elevadíssimo'. 'O desemprego continua num nível que nos deve preocupar a todos, extremamente elevado, não se vê tendência para se alterar'.

POLÍTICA ECONÓMICA EM QUESTÃO (Francisco Louçã, Líder do Bloco de Esquerda)

'Creio que este números confirmam, apesar do 'efeito Natal', um crescimento do desemprego a acompanhar o início da recessão em Portugal e sabendo que logo a seguir, em Janeiro e Fevereiro, se tem intensificado esse agravamento  do desemprego (...). Este número faz questionar as políticas económicas que não têm sido dirigidas para proteger o emprego de falências fraudulentas ou de despedimentos preventivos'.  

TENDÊNCIA DE AUMENTO É IRREMEDIÁVEL (Armindo Monteiro, Presidente da Associação Nacional de Jovens Empresários-ANJE)

'O desemprego está a aumentar e não parece que tenha tendência para melhorar, parece irremediável (...). Não há milagres, por isso, sem outro tipo de medidas não é previsível manter empregos'.  

PCP DESAFIA GOVERNO (Bernardino Soares, Líder Parlamentar do PCP)

'Os números não são para nos deixar satisfeitos (...). Mais de metade dos desempregados não tem subsídio de desemprego', afirmou Bernardino Soares, líder parlamentar do PCP, que desafiou o 'governo de maioria socialista a explicar até onde está disponível para alterar os critérios de acesso ao subsídio de desemprego'. 'Face a estes números, não é compreensível que o Governo teime em não alterar os critérios tão estritos de acesso ao subsídio de desemprego', sublinhou. 

CDS-PP INCONFORMADO (Diogo Feyo, líder parlamentar do CDS-PP)

'O CDS não se conforma com as afirmações do primeiro-ministro de que as medidas já tomadas chegam'. 'É necessário que o primeiro-ministro pondere diferentes soluções viradas para a liquidez das famílias e das empresas', defendeu Diogo Feyo, propondo 'a entrega imediata de um cheque fiscal às famílias e empresas' e a 'redução do pagamento por conta e especial por conta'.

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