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Taylor’s festeja em grande os seus 325 anos

Vários técnicos apresentaram as suas experiências na produção de vinho do Porto Vintage.

17 de maio de 2017 às 22:41

As empresas de vinho do Porto não têm por hábito partilhar em público as suas experiências produtivas, mas na história da regra e da exceção há sempre quem faça a diferença, como é o caso da Fladgate Partnership, que instituiu o conceito de masterclass de vinho do Porto com representantes da comunicação social.

Como se calcula, quando temos a oportunidade de ouvir os responsáveis de marcas como a Taylor’s, a Fonseca, a Croft ou a Wise & Krohn ficamos a conhecer com maior detalhe a arte de fazer vinho do Porto. E isso acaba por repercutir-se na melhoria de conhecimentos dos próprios consumidores.

Este ano a categoria escolhida foi o Vintage, o mais desejado vinho do Porto. Como no metier existe o hábito de se dizer que o Vintage é uma criação da natureza enquanto o Tawny resulta da arte do Homem, António Magalhães, responsável de viticultura de todas as quinta dos grupo, deu-se ao trabalho de analisar os dados climatéricos dos últimos 45 anos, procurando perceber se seria possível encontrar, digamos assim, um nexo de causalidade entre tempo e nascimento do Vintage. Conclusão: não é possível.

Em certo sentido isso torna as coisas interessantes, porque um verdadeiro amante de vinhos gosta de imprevisibilidade, de suspense (o Porto não é refrigerante). Por exemplo, muita gente esperava que 2015 fosse ano de Vintage Clássico. Mas não. Será só anos de Vintage de Quinta.

Ainda assim, há sempre coisas interessantes para provar, como este Vintage Quinta da Roeda 2005, em virtude das notas de compota, fumo e frutos secos e de uma boca cheia de especiarias.

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