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Correio da Manhã

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“Tenha vergonha, Dr. Aibéo”

O advogado de Carlos Cruz, Ricardo Sá Fernandes, que durante esta manhã se pronunciou sobre o processo de 1982, classificou este episódio como “uma mentira necessária para este processo”.
9 de Janeiro de 2009 às 15:01
Carlos Cruz à saída do Tribunal de Monsanto
Carlos Cruz à saída do Tribunal de Monsanto FOTO: Bruno Colaço

Durante as suas alegações, em que exibiu parte das declarações de Teresa Costa Macedo, considerou que este é um processo da televisão e classificou a acusação como “infame”.

Sá Fernandes, tendo por base o processo de 1982, disse que Carlos Cruz e Jorge Ritto foram “lançados às feras” e concluiu: “Mentira tapa mentira é a história deste processo”.

Sá Fernandes declarou  que o que sobra do processo de 1982 é uma “boca” de um ex-aluno da Casa Pia e uma adolescente que viu fotografias em casa de Jorge Ritto, criticando o procurador do Ministério Público por ter dado credibilidade a um antigo aluno da Casa Pia que esteve preso.

“Tenha vergonha, Dr. Aibéo”, disse Sá Fernandes a concluir as alegações.

À saída, Carlos Cruz revelou estar satisfeito, admitiu voltar a falar em julgamento, disse que o processo de 1982 “foi uma mentira necessária” e reiterou estar inocente.

'CRUZ ERA UM ALVO A ABATER', ALEGA SERRA lOPES


A defesa de Carlos Cruz, que esta manhã iniciou as alegações finais no âmbito do processo Casa Pia, afirmou que o apresentador “é um navio almirante da batalha naval que é a acusação”. “Era um alvo a abater”, declarou o advogado Serra Lopes, que iniciou as alegações referindo-se a Cruz como “um amigo”.

Tecendo críticas aos políticos e ao Ministério Público, Serra Lopes fez uma descrição da personalidade e da vida do ex-apresentador, dizendo que ele era um homem feliz quando foi preso, que é casado com a mulher que ama e tem uma filha de seis anos. “Destruíram a vida e a honra de Carlos Cruz, o que os moveu foi o dinheiro”, considerou Serra Lopes referindo-se a um grupo de vítimas, sobre as quais falará mais tarde.

A defesa de Carlos Cruz apresentou também esta manha o esquema das suas alegações e só vai falar sobre elas na próxima segunda-feira, dia 12. A exposição de argumentos vai continuar agora a cargo de Ricardo Sá Fernandes, que vai falar sobre o episódio de 1982  (caso em que ex-casapianos desapareceram da instituição e  foram encontrados em casa de Jorge Ritto, em Cascais), o Teatro Vasco Santana e a Av. das Forças Armadas.     

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