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Correio da Manhã

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Timor: Forças internacionais foram avisadas

O Chefe do Estado-Maior General das Falintil-Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL), brigadeiro-general Taur Matan Ruak, já tinha avisado as forças internacionais e a ONU de que estava iminente um ataque contra as mais altas instâncias do país.
12 de Fevereiro de 2008 às 08:42
Indignado com a forma como o presidente e o primeiro-ministro timorenses foram atacados, Taur Matan Ruak afirmou que as Forças Armadas que comanda estão prontas para ser alvo de um inquérito para apurar responsabilidades no que aconteceu.
Esta terça-feira, o comandante das Forças Armadas timorenses disse também esperar que as tropas adicionais australianas que vão ser enviadas para Timor-Leste contribuam para a solução e não para agravar os problemas.
"Espero que as forças internacionais não sejam um cancro ou uma úlcera", sublinhou o Chefe do Estado-Maior General das F-FDTL, durante uma conferência de Imprensa no quartel-general das F-FDTL, em Tacitolo, arredores de Díli.
Taur Matan Ruak pediu "uma completa investigação internacional para apuramento de todos os factos trágicos ocorridos, que chocaram o país e que visaram os pilares do Estado democrático timorense", sublinhando que é imperioso apurar responsabilidade.
Nesse sentido, o comandante das Forças Armadas timorenses destacou a "completa disponibilidade" das F-FDTL para contribuir para o esclarecimento do que aconteceu durante os ataques contra o presidente, José Ramos-Horta, e o primeiro-ministro, Xanana Gusmão.
Taur Matan Ruak recordou que as F-FDTL são “unicamente responsáveis pela segurança do perímetro da residência do Presidente da República", assinalando que "as forças responsáveis pela segurança pessoal do Presidente da República são a UNPol (Polícia da ONU) e a PNTL (Polícia Nacional de Timor-Leste)".
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