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Correio da Manhã

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TRABALHADORA HUMANITÁRIA SEQUESTRADA

A directora da delegação iraquiana da agência humanitária Care International, Margaret Hassan, foi ontem sequestrada por um grupo armado em Bagdad, no mesmo dia em que um ataque com morteiros contra um quartel da Guarda Nacional iraquiana fez mais de meia centena de mortos.
20 de Outubro de 2004 às 00:00
Margaret Hassan, que tem dupla nacionalidade britânica e iraquiana e vive no Iraque há mais de 30 anos, foi sequestrada por desconhecidos quando saía da sua casa no centro de Bagdad. Horas mais tarde, a al-Jazeera divulgava um vídeo filmado pelos sequestradores, no qual a refém aparece sentada, sozinha, numa sala. Na gravação, os sequestradores não se identificam nem fazem qualquer exigência ou pedido de resgate.
O primeiro-ministro britânico Tony Blair já condenou mais este sequestro e assegurou que o seu governo tudo fará para tentar obter a libertação da refém. “O facto de terem raptado uma mulher que vive no Iraque há mais de trinta anos, que sempre fez o seu melhor para ajudar o país, mostra bem o tipo de gente com que estamos a lidar”, afirmou Blair.
O sequestro desta trabalhadora humanitária surge no mesmo dia em que mais de 50 polícias iraquianos morreram e outros tantos ficaram feridos num ataque com morteiros contra o seu quartel, em Mashahidan, a norte de Bagdad. Também ontem, o chefe das tropas americanas em Bagdad, general Pete Chiarelli, afirmou que são necessários mais dez mil polícias para garantir a segurança na capital.
Entretanto, os EUA anunciaram que vão pedir a outros países, além do Reino Unido, para reposicionarem as suas tropas no Iraque.
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