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Correio da Manhã

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Transferência de militares já era esperada

A transferência de 120 militares portugueses ao serviço da Força Internacional de Assistência e Segurança (ISAF) da NATO de Cabul para Kandahar, no sul do Afeganistão, já estava planeada “há muito tempo”, revelou esta quinta-feira João Mira Gomes, secretário de Estado da Defesa Nacional.
14 de Setembro de 2006 às 13:54
A transferência dos militares portugueses para Kandahar, principal bastião dos rebeldes taliban e palco de uma crescente onda de violência, foi decidida por James Jones, comandante da ISAF, de quem o destacamento português está directamente dependente como força de reserva.
"A missão em Kandahar não é nada de anormal”, salientou João Mira Gomes, acrescentando que o Govero está consciente dos riscos que envolve. O governante precisou que a missão dos militares portugueses termina em Outubro e tem como objectivo proteger o aeroporto local, para “contrariar o avanço dos talibans”.
Entretanto, o tenente-coronel Serra Lopes, responsável pelo contingente português composto por 154 militares do 1º Batalhão de Infantaria Pára-Quedista da Brigada de Reacção Rápida, revelou, em declarações à rádio TSF, que o risco é mais elevado no Sul do Afeganistão devido à maior actividade taliban na região, mas que a “moral dos militares é boa, está excelente”.
As forças da NATO, que assumiram o controlo das operações militares internacionais no sul do Afeganistão no final de Julho, lançaram no passado dia 2 de Setembro uma grande ofensiva contra os bastiões dos rebeldes taliban no sul do Afeganistão, travando duros combates com os rebeldes, que têm mostrado uma resistência superior ao esperado.
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