Alternativas concentram o trânsito na praça de Espanha.
Água de esgoto na torneira
A circulação automóvel vai estar condicionada a partir desta terça-feira nas avenidas Fontes Pereira de Melo e da República, em Lisboa, devido às obras do eixo central da cidade, que têm uma duração prevista de nove meses.
As intervenções arrancam na Avenida Fontes Pereira de Melo, onde estarão suprimidas duas (uma em cada sentido) das seis vias durante três meses.
Das quatro vias restantes, duas (também uma em cada sentido) são destinadas a transportes públicos, mas durante este período serão partilhadas com o transporte individual.
Ao mesmo tempo, haverá trabalhos na Avenida da República junto a Entrecampos.
Admitindo que este período seja o mais complicado de toda a obra, a autarquia recomenda os condutores a encontrarem caminhos alternativos (que podem ser consultados em http://www.cm-lisboa.pt/viver/urbanismo/espaco-publico/uma-praca-em-cada-bairro/eixo-central) para se dirigirem ao Saldanha, Marquês de Pombal e Baixa.
Obras forçam mudanças no trânsito em Lisboa
Autarquia aconselha utilização de transportes públicos
Se possível, a Câmara aconselha os munícipes a deixarem o carro e optarem por transportes públicos.
A empreitada, que vai ser dividida por seis frentes de trabalho, seguirá depois para junto ao Mercado 31 de Janeiro e para as ruas interiores deste eixo central (Viriato, Tomás Ribeiro, Andrade Corvo, Martens Ferrão), terminando no Saldanha.
Orçada em 7,5 milhões de euros, a intervenção tem uma duração estimada de nove meses, devendo estar concluída nos primeiros meses de 2017.
Em causa está o alargamento dos passeios, a criação de zonas verdes e de estadia, a repavimentação das faixas de rodagem (feita durante a noite), o reordenamento do estacionamento e a criação de uma ciclovia bidirecional, no âmbito do programa municipal "Uma praça em cada bairro".
Obras suprimem lugares de estacionamento
A Câmara de Lisboa informou que as obras de requalificação do eixo central da cidade, abrangendo as avenidas Fontes Pereira de Melo e da República, vão levar à redução de 60 lugares de estacionamento.
"Situamos em cerca de 60 o número de lugares global que é perdido", disse o presidente da autarquia, Fernando Medina (PS), que falava aos jornalistas no terreno da antiga Feira Popular, onde está colocado o principal estaleiro das obras que hoje se iniciaram.
O autarca acrescentou que as alterações introduzidas ao projeto "fazem com que a norte do Saldanha [Avenida Elias Garcia] haja até algum ganho líquido pequeno face à situação atual", de sete lugares.
"A sul do Saldanha, na [Avenida] Fontes Pereira de Melo, não há alteração face à situação que conhecemos", indicou.
De acordo com Fernando Medina, a principal redução verifica-se na praça Duque de Saldanha, zona que é, contudo, "muitíssimo bem servida de parques de estacionamento, quer seja no Saldanha Residence, no Monumental, na Maternidade Alfredo da Costa e, um pouco mais acima, no largo do Arco do Cego [...] e no Campo Pequeno".
O estacionamento tem sido a principal preocupação de moradores.
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